CASO

Corpo de jovem que morreu afogado no Parque Centenário é enterrado

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava no parque com mais dois amigos, e entrou na água para recuperar a bola. (Foto: arquivo)
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava no parque com mais dois amigos, e entrou na água para recuperar a bola. (Foto: arquivo)

Foi enterrado no Cemitério Parque das Oliveiras, na tarde desta segunda-feira (09), o corpo do estudante Gustavo Henrique Monteiro da Silva, de 18 anos, que morreu afogado em um dos lagos do Parque Centenário da Imigração Japonesa, em Mogi das Cruzes, na tarde do último domingo. Silva teria entrado na água para buscar uma bola, mas acabou afundando no local. Um amigo dele chegou a entrar na água, mas não localizou o estudante. O caso foi registrado como morte acidental no 1º Distrito Policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava no parque com mais dois amigos, e tinham bebido duas latas de cerveja. O jovem disse que sabia nadar, por isso entrou na água para recuperar a bola. Um agente da Guarda Municipal que faz a ronda no local, onde há uma base da corporação, contou na delegacia que o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. Duas horas depois, o corpo foi localizado.
Há uma placa informando que é proibido nadar a uma distância de cerca de 10 metros de onde o jovem pulou. O secretário Municipal de Segurança, coronel Paulo Roberto Madureira Sales, diz que é baixíssimo o número de advertência que os agentes da GCM precisam dar ao público, sobre o risco de cair ou até mesmo nadar na água do Parque Centenário. O local foi fechado para preservar a cena do acidente.
“Nós nunca tivemos uma ocorrência dessa. O lago também não é tão fundo, ele chega a ter quatro metros, mas a gente deduz que ele tenha ficado preso no fundo do lago, porque tem lama e uma espécie de lodo mole, então quando a pessoa pula, fica presa lá”, destacou. Olhando para o lado, é possível ver que há galhos e vegetação dentro da água.
Ainda de acordo com Sales, não será feita qualquer alteração no sistema de segurança no parque, como a colocação de grade, por exemplo. Segundo ele, o local é bem sinalizado e as pessoas devem respeitar as regras de uso do espaço. “No fim de semana, com o aumento de frequentadores, a gente aumenta a quantidade de guardas lá, chega a 20 (o total de agentes) que é quatro vezes mais do que fica durante a semana. Agora a gente dará apoio à família porque não há o que fazer”, afirmou.
estudante Gustavo Henrique Monteiro da Silva tinha 18 anos. (Foto: reprodução)
Alessandro e Gislene Muffo são frequentadores do Parque Centenário. Segundo eles, há o acompanhamento da Guarda Municipal, e falta a consciência das pessoas quanto aos riscos, sobretudo de pais que esquecem as crianças durante as visitas. “Tem muita gente que chega aqui e você pergunta cadê o filho, ele demora um tempo para conseguir localizar. Se uma criança está jogando bola e ela vai para a rua, ela vai buscar. O mesmo acontece se a bola for para um lago. Então, acho que se cada um fizer a sua parte, episódios como esse não voltam a acontecer. O parque está aqui há tanto tempo e a gente nunca tinha tido esse problema”, pontuou Alessandro.
Em nota, a Prefeitura de Mogi lamentou o ocorrido e reforçou o compromisso com a segurança dos frequentadores do Parque Centenário, e ressaltou que o local possui sinalização informando a proibição de nadar nos lagos. Destacou ainda a presença constante da Guarda Municipal para orientar os frequentadores.
“A perícia da Polícia Civil chegou ao local por volta das 21 horas para realizar o trabalho e o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal por volta das 22 horas. Durante todo este período, funcionários da Prefeitura de Mogi das Cruzes e da Guarda Municipal estiveram no parque para acompanhar e dar apoio ao trabalho dos órgãos estaduais e também prestar apoio a amigos e familiares da vítima que se encontraram no local”, trouxe a nota enviada a O Diário. 

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