ARTIGO

Correndo atrás do vento

Gê Moraes
humoraes@gmail.com

O vento que venta lá é o mesmo que venta cá? Sim. Vento é vento em qualquer parte do mundo, só que em alguma parte ele venta com muito mais prodigalidade do que em outras.

E nesse aspecto pode-se dizer que o Brasil é um país altamente privilegiado, tendo em vista que em quase todos os seus territórios o vento se faz presente com bastante generosidade, fato este extremamente auspicioso e propício para a instalação de muitos aerogeradores, mas por incrível que pareça, esse potencial todo é aproveitado apenas e tão somente, sabe para quê? Para o bombeamento de água para irrigar plantações.

Tudo bem, nada contra, mas será que não seria muito mais racional e coerente que os nossos muitos ventos fossem aproveitados para a geração de energia elétrica? Por que os nossos preclaros senhores feudais, aboletados em Brasília, em invés de perpetrarem todas as traquinagens que perpetram, não mudam a direção dos seus cobiçosos olhares para a criação de algo que possa atuar pelo bem de todos?

O Brasil gostaria muito de vê-los correndo atrás do vento, criando meios para que o Proinfa – Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – seja agilizado e mostre o mais depressa possível a sua cara em forma de muitas usinas eólicas que produzam muito mais megawatts.

Na verdade ufanista não sou, mas cá entre nós, que o nosso Brasil é um país fantástico e maravilhoso é uma verdade irrefutável, você não concorda? Tudo que há em outros, países aqui também tem e, numa escala maior e melhor. E temos ainda muitas coisas que fazem com que outras nações morram de inveja e dariam tudo para tê-las, como por exemplo: a excelência das nossas muitas águas, a exuberância das nossas ricas florestas e um sem número de outras maravilhas que só por aqui existem. Mas, então, o que falta para que o nosso Brasil seja o maior do mundo? Não vou responder, sabe por quê? Porque você, meu leitor, faz parte do contingente do “sem número de outras maravilhas. Você é inteligente e sabe muito bem qual é a resposta”.

Gê Moraes é cronista