EDITORIAL

Corrigindo o passado

A caminho de completar oito anos de desocupação, o antigo imóvel que abrigou durante décadas o posto regional da Polícia Rodoviária em Mogi das Cruzes será reativado para receber o Polo de Segurança no Distrito de Jundiapeba.

Quando o serviço de segurança pública foi fechado à toque de caixa, sem aviso à cidade e em decisão que desconsiderou a opinião da comunidade local e regional, este jornal previu os prejuízos que tal medida significaria para o policiamento rodoviário e, muito particularmente, para a vizinhança do endereço. Não deu outra. Desativado, o lugar rapidamente se transformou em um ponto de problemas e deterioração, contribuindo e muito para a insegurança do distrito.

Por muito pouco não completa uma década os desacertos criados com o fim do posto rodoviário. Até março, a Prefeitura pretende inaugurar um centro de segurança que irá abrigar serviços como a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Um alento para o combate à violência e aos crimes no eixo entre Jundiapeba e Braz Cubas.

É uma notícia positiva, sem dúvida. Porém, é nossa obrigação registrar quanto esse hiato de oito anos detonou um patrimônio regional, desperdiçou dinheiro público, prejudicou os moradores e confirma quanto o estado é mau gestor e negligente.

O que aconteceu ali nos obriga a admitir a fragilidade de nossa representatividade política. Desde o início do desmonte, os políticos mogianos em cargos no executivo e legislativo, e os integrantes do comando dos órgãos de segurança pública, não tiveram força alguma para impedir o fechamento da base rodoviária, em junho de 2013.


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