SONHO ANTIGO

CPTM retoma projeto para reconstruir estação de Mogi

Maior parte dos passageiros torce pela modernização para pôr fim às cancelas. (Foto: Edson Martins)
Maior parte dos passageiros torce pela modernização para pôr fim às cancelas. (Foto: Edson Martins)

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou que desde o mês de julho retomou o projeto básico e executivo de reconstrução da Estação Mogi. Segundo a estatal, esta etapa deve ser concluída até o mesmo mês de 2019. De antemão, a estatal divulgou que a nova unidade interligará os dois lados da ferrovia e será construída ao lado do edifício atual.

A reportagem de O Diário foi à Praça Sacadura Cabral, no Centro, para ouvir dos passageiros o que eles esperam que a nova estrutura ofereça. Foi unânime, entre os entrevistados, o pedido de fim da passagem em nível. A justificativa também foi basicamente a mesma, de que perde-se muito tempo, sobretudo no horário de pico, para atravessar a passagem em nível.

Jurandir Nunes Silva mora há 12 anos na Rua Cabo Diogo Oliver, ao lado da estação. Ele conta que desde que chegou no local ouve falar na reforma da estação. “Todo mundo que a gente conversa reclama da demora de ficar aqui parado para atravessar. De manhã e à tardezinha, as cancelas ficam fechadas por 10 minutos. Imagina quando a pessoa já está atrasada?”, questiona o morador.

Um projeto realizado em parceria entre a Prefeitura de Mogi e a CPTM indicava que a nova estação de Mogi terá ligação direta com o Terminal Estudantes. A Administração Municipal já fez a sua parte, que era o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio.

Darci Ramos é taxista na praça há dois anos. Ele conta que ocorrem alguns acidentes em frente a praça, porque motoristas param para os pedestres passarem, e outros condutores acabam batendo na traseira. “Se fizerem como na estação de Suzano, vai ser bom porque a pessoa já sai da estação e vai direto para onde ela quer, sem precisar atravessar”, pontua o taxista.

O aposentado Carlos Alberto Silva de Jesus disse que a estrutura atual da estação não é ruim, mas a passagem em nível e a falta de ligação ao Terminal Central são pontos que precisam ser resolvidos. “Até por uma questão de segurança do pedestre, principalmente à noite, era bom que ele fosse da estação direto para o terminal, sem precisar passar na rua”, avaliou o aposentado.

Procurada, a CPTM esclareceu que o projeto de reconstrução é referente exclusivamente à Estação Mogi das Cruzes, e que apenas após a conclusão dos projetos básico e executivo, a CPTM poderá licitar a contratação da empresa que executará a obra, e aí somente após a licitação, a Companhia terá detalhes do futuro cronograma.

“O projeto de reconstrução da Estação Mogi prevê a implantação de um novo prédio com arquitetura moderna, infraestrutura de ponta, deslocado cerca de 60 metros a oeste da estação atual. A nova edificação terá plataforma central com 190 metros de extensão e mezanino superior. Além disso, o projeto contempla assentos na plataforma, banheiros públicos comuns e sanitários exclusivos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, escadas rolantes e todos os itens de acessibilidade (elevadores, rampas, pisos podotáteis, mapas em braile) e sistema de combater a incêndio. Os usuários também serão beneficiados pela passarela de transposição da via férrea, que ficará aberta 24h, além de permitir o acesso ao terminal de ônibus municipal que está no lado sul da estação, além de um bicicletário”, trouxe a nota enviada a O Diário