ABAIXO-ASSINADO

Cresce apoio a documento contra instalação de pedágio na rodovia Mogi Dutra

MOGI-DUTRA Decisão foi divulgada após o anúncio da manifestação programada para sábado e críticas a Doria. (Foto: arquivo)
EXPECTATIVA Entidades e moradores estão unidos para demover as autoridades da ideia do pedágio. (Foto: arquivo)

O movimento ‘Pedágio Não’ já colheu quase 40 mil assinaturas nos dois abaixo-assinados contrários à instalação de pedágio no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP-88). A petição online já alcançou 31 mil assinaturas, enquanto a física chegou ontem a 8,5 mil. O objetivo é entregar esses documentos ao governador do estado, João Doria (PSDB), em uma reunião pleiteada pelo grupo, via o prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), e também associações da sociedade civil, por meio de requerimento administrativo.

O líder do movimento, Paulo Boccuzzi, diz que a esperança maior é de que o encontro ocorra por meio do prefeito, que prometeu ao grupo e também é aliado do governador e do mesmo partido. “A partir do momento em que a Artesp se pronunciar, a necessidade desse encontro se torna ainda maior, porque então o projeto fica pronto, e quem pode dar o aval para o andamento desse absurdo é o governador João Doria”, diz.

Além das diversas manifestações realizadas na cidade desde a apresentação da proposta pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), em uma audiência pública, também motivo de indignação, por ser sido realizada na manhã da segunda-feira 21 de outubro, o Movimento fez um levantamento de quanto custaria a tarifa do pedágio. E chegou ao valor de R$ 8,57.

“A Artesp tem dentro de todo o projeto de concessão, um plano de viabilidade econômica. Dentro deste , eles têm uma fórmula da qual é utilizada para se chegar no valor do pedágio. A fórmula contempla a quilometragem, desde Arujá. No caso de Mogi, ele é designado como P4, então nesse trecho do P4 eles fazem o cálculo na quilometragem da rodovia com pista simples e duplicada, depois multiplicada por um coeficiente. O pedágio chega nessa faixa de R$ 8,57”, explica.

Boccuzzi avalia ainda que o Movimento está maior do que terminou o ano passado. E acredita ser importante, porque a Artesp tem se mostrado resistente à proposta de pedagiar a Mogi-Dutra.

“Para mim, passou a ideia de que o pedágio mudaria de lugar. A nossa posição é de que não haja pedário em nenhum outro local. Agora, a gente se prepara para uma grande manifestação quando a Artesp finalizar o projeto”, detalha.

Em nota, a Artesp informou que o projeto de Concessão do Lote Rodovias do Litoral se encontra em fase de refinamento para elaboração do edital de licitação.

“Ainda não há definição sobre os valores das tarifas, já que o projeto ainda está em fase de execução e qualquer valor tarifário deve considerar o desconto de 5% para os usuários que utilizarem o pagamento automático de pedágios, além do desconto progressivo, ou seja, a cada passagem dentro de um período de 30 dias o usuário pagará uma tarifa menor que a anterior”, destacou.

Dutra recebe serviços no trecho de Arujá

A rodovia Presidente Dutra recebe obras de melhoria do pavimento no trecho de Arujá até este domingo. As intervenções estão programadas para o período noturno, quando o fluxo de veículo é menor. No entanto, o motorista deve redobrar a atenção por conta da baixa luminosidade. Os trabalhos ocorrem com o fechamento alternado das faixas, a fim de causar menor impacto possível no trânsito da rodovia. Em caso de chuva, pode haver alteração no cronograma.
As intervenções serão entre os quilômetros 197 e 204, no sentido Rio, das 23h às 6h. A CCR solicita que os motoristas respeitem a atenção no trecho, e qualquer situação podem ligar para o Disque CCR NovaDutra, que atende 24 horas pelo telefone 0800 0173536, e consultar as informações de tráfego sintonizando a rádio CCR FM, na frequência 107,5.


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