Cruzamento perigoso

Sinalização, semáforos e a fiscalização eletrônica não estão servindo para prevenir os graves e rotineiros acidentes registrados no cruzamento das ruas Dom Antonio Cândido Alvarenga e Dr. Ricardo Vilela. Ao ponto de os comerciantes solicitarem aquilo que é o supra-sumo do absurdo para reduzir as ocorrências e ampliar a segurança de quem trafega, reside ou trabalha naquele ponto da região central. Quem vive ou trabalha naquela região sugere a instalação de uma lombada antes do semáforo, além da redução da velocidade máxima permitida. Lombada antes de semáforo é contraproducente, mas essa pode ser uma saída para inibir a alta velocidade, a imprudência de motoristas, e o temor de quem assiste às colisões naquele ponto da região central.

As duas vias são cruciais corredores usados por centenas de ônibus de linhas municipais e intermunicipais. Não é por obra do acaso o envolvimento de ônibus em acidentes, como o registrado no início dessa semana, quando três pessoas ficaram feridas após a batida entre um carro e um coletivo. Além de ser rota do transporte público, as duas interligam o trânsito da região central.

Por isso mesmo, esse cruzamento recebeu atenção especial nos últimos anos com a instalação dos contadores semafóricos, sinalização aérea e de solo e fiscalização eletrônica. São ferramentas adequadas, mas que não estão conseguindo eliminar as preocupações. Quem passa por ali acompanha impropérios, como a alta velocidade dos veículos e o desrespeito ao semáforo.

Quando os comerciantes pressionam por mais segurança estão escorados em argumentos plausíveis porque convivem com os riscos de acidentes diariamente. Eles levam grandes sustos com a alta velocidade dos veículos e a imprudência, e temem, a qualquer momento desses, a ocorrência de uma grande tragédia. Os flagrantes da audácia e desatenção de condutores são corriqueiros.

Nos 14 anos de trabalho em uma das esquinas do cruzamento, Rachid Habib, de 57 anos, presenciou mais de uma centena de acidentes nesse período, além da irresponsabilidade de de motoristas que pisam fundo no acelerador para aproveitar o sinal verde trafegam em alta velocidade ou se arriscam ao passar pelo sinal vermelho.

Aos questionamentos, a Secretaria Municipal de Transportes afirma que já fez tudo o que tinha de ser feito para ordenar o escoamento dos veículos e prevenir acidentes. Uma resposta que não alivia a apreensão de quem vive e trabalha por ali ou vê as fotografias das ferragens retorcidas dos veículos envolvidos nos acidentes.


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