Cruze Sport6 exibe seus atributos

Modelo da Chevrolet ganha discreto “facelift” e alia toda a esportividade de um hatch médio ao conforto de um sedã
O Cruze tem um significado importante na história recente da Chevrolet no Brasil. A marca, que se manteve forte nas vendas de modelos mais pomposos e requintados – caso do Opala, Monza e Omega, por exemplo -, enfrentou um período de menos prestígio na fase final do Vectra. A situação só começou a ser revertida com a chegada do Cruze, primeiro na configuração sedã e, em seguida, na hatch, chamada de Sport6. A aceitação foi tão boa que a marca nem se preocupou em mexer demais no “face-lift” promovido no final do ano passado. O Cruze Sport6 tem predicados que o tornam uma opção singular em sua categoria. Mas seu principal diferencial está no tamanho.

O hatch tem as mesmas medidas de altura, largura e, principalmente, de entre-eixos da configuração sedã. Tem 2,68 metros, o maior entre os hatches médios. Só o comprimento é sete centimetros menor – de 4,53 metros, contra 4,60 metros. Essa particularidade garante ao modelo a funcionalidade de um três volumes, já que até seu porta malas comporta bons 402 litros – 48 litros a menos que o três volumes. E o conforto ainda é favorecido por diversos “mimos” oferecidos pela configuração de topo LTZ. Na linha 2015, o design ganhou cromados na moldura da
grade dupla dianteira e luzes de LED diurnas. Além disso, a área do farol de neblina aumentou. No perfil, a mudança ficou por conta das rodas de liga leve de 17 polegadas redesenhadas. Já na traseira, nenhuma alteração. Por dentro, o revestimento interno agora combina couro nas cores preta e marrom com acabamento pespontado. O propulsor segue o quatro cilindros de 1.8 litro 16V com comando variável de válvulas, que rende 144 cv ao ser abastecido com etanol e tem torque de 18,9 kgfm a 3.800 giros. Mas o motor recebeu um novo mapeamento na linha 2015  do Cruze, que faz com que a entrada de torque seja mais forte. O acelerador eletrônico teve as reações suavizadas e o câmbio recebeu um ajuste nos atuadores que fez o tempo de troca de marchas cair de 0,8 para 0,3 segundo e melhorou as retomadas, já que reduz de uma só vez duas ou até três marchas quando necessário. Com o avanço, de acordo com a Chevrolet, o Cruze Sport6 ficou mais econômico. Mas amarca não divulga os índices  de consumo e nem participa do Programa de Etiquetagem Veicular do InMetro.

 

A lista de itens de conforto, segurança e entretenimento também é farta. A versão de topo do Cruze Sport6 tem airbags frontais, laterais e de cortina, controle de estabilidade e tração e isofix para a fixação de cadeiras infantis. O ar-condicionado é automático e a chave presencial, inclusive com um botão que aciona o motor antes mesmo de os passageiros entrarem, o que permite climatizar o veículo à distância. O carro ainda tem sensor de chuva e crepuscular e central multimídia com câmara de ré, navegador com GPS e comandos de voz em português. Um recheio capaz de incomodar a concorrência e ajudar a Chevrolet na batalha que a marca americana trava com a alemã Volkswagen pelo segundo lugar nas vendas de automóveis do país.

(Márcio Maio/AutoPress)


Deixe seu comentário