MARINA GODOI CINTRA BERNARDINO

Cuidando da pele desde criança

A mogiana Marina Godoi Cintra Bernardino andou de consultório em consultório desde menina para tratar de dermatite atópica, então, quando decidiu pela medicina, não teve dúvidas em se especializar em dermatologia. E se mostra feliz em poder devolver a autoestima aos pacientes. (Foto: Eisner Soares)
A mogiana Marina Godoi Cintra Bernardino andou de consultório em consultório desde menina para tratar de dermatite atópica, então, quando decidiu pela medicina, não teve dúvidas em se especializar em dermatologia. E se mostra feliz em poder devolver a autoestima aos pacientes. (Foto: Eisner Soares)

Para Marina Godoi Cintra Bernardino, a medicina sempre foi uma opção de carreira a seguir. Esse pensamento foi incentivado pelo irmão, Frederico Cintra, e pelo primo, Carlos Roberto Cintra, que são médicos. Mas, os principais motivos de seu ingresso na área foram as próprias alergias de pele, que a acompanham desde a infância. O interesse por entender o assunto culminou, aliás, na pós-graduação em dermatologia, há seis anos.

Quando menina, Marina queria ser engenheira química, trabalhar com moda ou ser médica. E em algum momento da adolescência, ela chegou a fazer um teste vocacional, que confirmou sua aptidão para a área de ciências biológicas. No entanto, ela ainda não estava certa dessa escolha, e começou a conversar sobre o assunto com o irmão, que à época estudava medicina, e com o primo, que é cardiologista. Além disso, a mogiana passou a observar que se consultava com muitos dermatologistas, a fim de tratar a própria dermatite atópica, cujo principal sintoma é uma irritação na pele, além das várias alergias, causadas pela poeira e por alimentos.

Assim, em 2003, aos 19 anos, Marina optou em estudar Medicina na Universidade de Vassouras, na cidade de mesmo nome, no Rio de Janeiro. Ela se mudou para lá, e passou a viver numa república.

Ela teve as primeiras experiências profissionais longe do campus. Isso porque fazia parte da graduação uma etapa chamada Internato, que consistia na atuação clínica em diferentes locais, e que a levou ao Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, na capital fluminense. Por lá, a mogiana atendeu na área em que pretendia se especializar e participou da confecção de artigos científicos e grupos de estudo.

Em meados de 2009, ela formou-se médica, retornou à Mogi e começou a dar plantões emergenciais no Hospital Ipiranga. No ano seguinte, além dessa função, prestou um concurso na Prefeitura, e tornou-se clínica geral nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Jardim Camila e da Vila Suíssa.

Então, no início de 2010, a médica deu início na pós-graduação em Dermatologia, pelo Instituto BWS, em São Paulo. Foram dois anos de estudos, em que Marina conciliou o aprendizado com trabalho por aqui. Essa época, aliás, foi importante para ela não só no lado profissional, mas também no pessoal, já que teve acesso a conhecimentos sobre as próprias alergias de pele.

Depois de pós-graduada, Marina casou-se com Thiago Bernardino, seu namorado desde a infância, e começou a trabalhar com o irmão, Frederico, no consultório dele, de endocrinologia. No início, ela atuava mais na parte administrativa, mas em 2014, depois que deu à luz Lorenzo, intensificou as atividades médicas por lá.

Em pouco tempo, o consultório se transformou no Espaço Enderma e junto do irmão, Marina começou a realizar também procedimentos estéticos, como peeling, preenchimento facial e intradermoterapia capilar, que faz muito sucesso entre homens, que buscam interromper a queda de cabelo. Além disso, ela passou a trabalhar com dermatologia clínica, especialidade de sua preferência.

Mesmo com as novas funções, ela não deixou o Hospital Ipiranga. Pelo contrário: passou a atuar lá como especialista, e ainda começou a trabalhar em outra clínica, no setor de alergias. Isso sem contar que, ao lado do irmão, Marina passou a comandar uma equipe composta por um psicólogo, uma nutricionista e um reumatologista.

Hoje, aos 34 anos, ela mantém todos os atendimentos, porém numa rotina mais leve, em função dos horários do filho Lorenzo. Marina diz que o que mais gosta na dermatologia é a sensação de devolver a autoestima para os pacientes, e sendo assim, pretende fazer uma nova especialização em breve, além de pensar em ser mãe novamente.

Curto-Circuito
Viver em Mogi é…
 ter em uma única cidade o encontro com a família, o local de trabalho, o bate papo com as amigas de infância e o ambiente ideal para meu filho

O melhor da Cidade é… a praticidade de ter tudo que preciso por perto

E o pior? O clima frio

Sinto saudade de… ter a tarde toda livre pra fazer o que quiser

Encontro paz de espírito… quando dou conta de cuidar do trabalho, do filho, da casa e começo a cuidar de mim

Pra ver e ser visto… no Clube de Campo, aos domingos de sol

Meu prato preferido é… salmão com gergelim torrado

Livro de cabeceira… ‘Inteligencia Emocional’, de Daniel Goleman

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Não tenho uma preferida, gosto de sempre variar, mas adoro um salto bem alto

O que não tem preço? Ver minha família unida e com saúde

Uma boa pedida é… tomar um bom vinho ouvindo uma moda de viola

É proibido… achar que o problema está sempre nos outros

A melhor festa é… em abril, quando reunimos amigos e família na casa da minha mãe, nos aniversários

Convite irrecusável… viajar em família pra algum lugar que meu filho goste

O que tem 1001 utilidades? Meu celular… hoje em dia não consigo ficar sem

Meu sonho de consumo é… ter uma casa bem grande pra fazer festas

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? A maternidade foi o mais especial, mas minha formatura e meu casamento também foram inesquecíveis

Cartão-postal da Cidade… o Mercado Municipal. Tenho um carinho especial por esse lugar, já que meu avô, Francisco Godoi tinha um açougue lá

O que falta na Cidade? Locais seguros para entretenimento infantil

Qual é a química da vida? Conhecer a si próprio pra definir seu próprio caminho, encontrando o equilíbrio ideal entre a família, trabalho e lazer

Deus me livre de… pessimismo e mau humor