BRUNO DI BELLO

Cuidando dos negócios da família

Formado em Administração, Bruno Di Bello gerencia a rede de postos de combustíveis e encara diariamente o desafio de manter o controle e a qualidade no atendimento. Mas é um trabalho que ele considera prazeroso. Desenvolver um projeto social está em seus planos. (Foto: Eisner Soares)
Formado em Administração, Bruno Di Bello gerencia a rede de postos de combustíveis e encara diariamente o desafio de manter o controle e a qualidade no atendimento. Mas é um trabalho que ele considera prazeroso. Desenvolver um projeto social está em seus planos. (Foto: Eisner Soares)

Para o mogiano Bruno Di Bello Martinelli, trabalhar é sinônimo de viver. Aos 27 anos, ele tem propriedade para dizer isso, já que atua há bastante tempo nos negócios da família, que incluem distribuição de água mineral, locação de imóveis, garageamento náutico e postos de gasolina. Formado em administração, é ele que gerencia nove dos 10 postos de combustível do grupo.

Bruno conta que, durante a infância, passava muito tempo no sítio dos avós maternos, – ou melhor, dos nonnos, já que eles são italianos – Carmela e Vittorio di Bello, e também na Fontágua, uma das empresas da família. Foi lá que ele desempenhou as primeiras atividades profissionais, como limpar e colocar lacres em garrafões de água.

Como tinha muito contato com as atividades empresariais do nonno, que é seu referencial, o então menino Bruno nunca considerou fazer outra coisa que não fosse trabalhar com a família. Por isso, depois de retornar de um intercâmbio na Alemanha, aos 18 anos, assumiu a loja de conveniência num dos postos de gasolina.

Nessa mesma época, Bruno, chegou a cursar Direito, logo percebeu que não era o que queria, e deixou a faculdade. Alguns meses depois, em 2011, ele se inscreveu para Administração e optou por estudar na Capital, pensando na visão de negócios proporcionada por uma grande metrópole. Ele então se matriculou na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, onde se formou.

Durante algum tempo, ele conciliou o trabalho em Mogi com os estudos na Capital, e fazia a viagem de ida e volta diariamente. Mas, em 2012 se mudou para São Paulo com a irmã Giulia, que se preparava para também estudar administração.

Desde a infância os dois eram muito próximos, tanto que moraram juntos até 2015, quando, infelizmente, Giulia faleceu em um acidente de carro. Depois da tragédia, Bruno passou a morar com a namorada, a equatoriana Martina Vorbeck, e voltou a trabalhar em Mogi, fazendo agora o bate-volta inverso, de São Paulo para cá.

Em 2016, Bruno foi incumbido de uma grande responsabilidade: gerenciar o posto favorito de seu nonno, que fica em frente ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar. Por lá, aprimorou os conhecimentos gerais que tinha, e logo passou a atuar em outras unidades, até que, no ano passado, assumiu a gerência de todos os postos da família localizados na Cidade.

Tamanha responsabilidade chegou cedo para o jovem empresário, que checa a situação de todos os estabelecimentos no início da manhã e depois passa períodos do dia em diferentes unidades. O envolvimento dele vai além da parte administrativa, atuando inclusive de madrugada, em diferentes funções. Para ele, o maior desafio é manter o controle e a qualidade no atendimento, rotina complicada que exigiu dedicação redobrada no último mês de maio, durante a greve dos caminhoneiros.

Curioso é que, mesmo tendo tanta vivência em postos de gasolina, no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Administração, Bruno decidiu explorar outro viés, o de ajudar ao próximo, que segundo ele, é um dos valores que recebeu da família, ainda na infância. Apesar de não ter tocado o projeto, a vontade persistiu. Tanto que, quando concluiu uma especialização em empreendedorismo social e sustentabilidade pela ESPM, no ano passado, ele voltou a pensar em criar algum projeto funcional.

Ainda que o tal projeto não tenha, por enquanto, saído do papel, é um dos sonhos de Bruno, que diz pensar em novas ações sociais e não tem nenhuma intenção de deixar os negócios da família, que existem há 58 anos. Na verdade o que ele quer mesmo é permanecer em Mogi, onde fica perto dos postos, além de oficializar a união com Martina, com quem divide um hobby arrojado: a pilotagem de motos custom, big trail e motocross.

Curto-Circuito

Viver em Mogi é… um meio termo entre uma cidade grande, e uma pequena

O melhor da Cidade é… sua localização

E o pior? As vias, de maneira geral

Sinto saudade… da minha irmã, Giulia

Encontro paz de espírito… quando estou andando de moto

Pra ver e ser visto… Auto Posto Expedicionários

Meu prato preferido é… o pão da nonna

Livro de cabeceira… ‘Sonho Grande’, de Cristiane Correa

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Calça jeans, camiseta lisa e camisa por cima

O que não tem preço? Almoço de domingo com a minha família

Uma boa pedida é… uma água Fontágua

É proibido… mentir

A melhor festa é… qualquer uma, desde que junto com os amigos

Convite irrecusável… ir andar de moto

O que tem 1001 utilidades? Meu canivete

Meu sonho de consumo é… uma Defender 110

Cartão-postal da Cidade… a Igreja da Matriz

Qual é a química da vida? O amor

Deus me livre de… ter uma vida sem emoção