WILLIAM DE FREITAS

De nadador premiado a fisioterapeuta

Especializado em RPG e osteopatia, A trajetória do mogiano William de Freitas, especializado em RPG e osteopatia, começou como paciente em sessões de fisioterapia. Hoje, ele atende em sua clínica e estuda a Medicina e a Biologia do Sono. Em seus planos estão o doutorado e a carreira acadêmica. (Foto: Eisner Soares)
Especializado em RPG e osteopatia, A trajetória do mogiano William de Freitas, especializado em RPG e osteopatia, começou como paciente em sessões de fisioterapia. Hoje, ele atende em sua clínica e estuda a Medicina e a Biologia do Sono. Em seus planos estão o doutorado e a carreira acadêmica. (Foto: Eisner Soares)

Desde menino, William gostava de esportes e atividades físicas, então não teve dificuldades para começar a praticar natação, que ajudava no tratamento da asma. Mas, por mais que gostasse de nadar, ele pensava em fazer faculdade de Ciência da Computação quando terminasse o Ensino Médio.

No entanto, dos 17 para os 18 anos, uma lesão no ombro, ocasionada pelo esporte, fez com que William repensasse a escolha. Na época, ele foi submetido à três meses de fisioterapia, e depois, mais alguns meses de tratamento de RPG e Osteopatia, prática de medicina alternativa, que consiste na utilização de técnicas de mobilização e manipulação articular. Ao final, ele não só estava recuperado como também curioso e decidido a se tornar fisioterapeuta.

Foi assim, intrigado em conhecer a biomecânica do corpo humano que em 2002 William entrou para o curso de Fisioterapia na Faculdade do Clube Náutico Mogiano. Ele, aliás, nadava pela equipe do clube e chegou a ganhar várias medalhas e títulos, dentre os quais diversos torneios regionais e até o campeonato paulista.

A rotina do mogiano conciliava treinos com os estudos até o último ano da faculdade, quando ele deixou a natação para focar nos estágios. E foram muitos. William atuou na Santa Casa e no Hospital do Servidor Público de São Paulo, pela própria clínica-escola do Náutico e também em hospitais de Poá e Ferraz de Vasconcelos.

Nessa fase, ele descobriu-se entusiasmado principalmente pela área de atendimentos desportivos. E o interesse se confirmou 15 dias antes de se formar, quando recebeu um convite para trabalhar com atletas renomados da equipe de natação do Esporte Clube Pinheiros, como César Cielo e Joanna Maranhão, que estavam em competição na Capital.

Concluído o campeonato, em 2006 William passou a atender numa clínica no Jardim Santista, e depois de algum tempo, montou o próprio consultório, junto com um colega, também fisioterapeuta, de Guararema. Ele atendeu por lá até 2008, ano em que terminou a especialização em RPG pelo Instituto Philippe Souchard e deu início à pós-graduação em Osteopatia pela Formação Belga Espanhola de Osteopatia (FBEO).

O fisioterapeuta atuou, ainda, em outros consultórios antes de se fixar numa das salas da clínica Spazio, no Centro, onde atende desde 2011, pessoas com dores crônicas e atletas, de qualquer faixa etária.

E William coleciona também experiências internacionais. Em 2012 esteve na Suíça, estudando técnicas de osteopatia avançadas, e em 2014, foi convidado pelo futebolista mogiano Edmar Lacerda, que é naturalizado ucraniano, para ajudar na recuperação dos atletas do clube Metalist, da Ucrânia. Para ele, foram vivências incríveis, principalmente esta última, já que o país enfrentava um conflito bélico com a Rússia, e ele teve contato com culturas e situações muito diferentes.

Mesmo estabilizado profissionalmente, o mogiano continua com os estudos. Em 2016, motivado pelos relatos de insônia de muitos de seus pacientes, ele aceitou um convite para entrar num grupo de estudos de Medicina e Biologia do Sono. Do grupo, ingressou no mestrado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que concluirá no final do ano que vem.

Ainda assim, William, aos 35 anos, não tem intenção de parar de estudar. Ele já pensa no doutorado e quer se tornar professor. A natação, nos próximos anos, deve voltar à vida do fisioterapeuta, porém como hobby, dividindo espaço com as rotinas de meditação e o consumo de café, chás e pães naturais, os quais ele mesmo prepara. O interesse por esses insumos é tão grande que o mogiano programa uma viagem para trabalho e estudo dos mesmos.

Curto-circuito
Viver em Mogi é…
 estar próximo das pessoas que amo

O melhor da Cidade… são os mogianos

E o pior é… o trânsito do Centro

Sinto saudade… do meu pai

Encontro paz de espírito… meditando

Pra ver e ser visto… redes sociais (com cautela)

Meu prato favorito é… batata rosti

Livro de cabeceira… atualmente, ‘Amar e Ser Livre’, de Sri Prem Baba, e ‘Meu Amigo de Bolso’ do meu primo Agenor de Freitas

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa… jaleco e camisa social

O que não tem preço… meu amor e caráter

Uma boa pedida é… viajar

A melhor festa é… com as pessoas queridas

Convite irrecusável é… tomar um bom café ou chá

O que tem 1001 utilidades… minha mãe e minha família

Meu sonho de consumo é… viajar o mundo inteiro

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? Acompanhar as Olimpíadas de 2012 e 2016

Cartão Postal da Cidade? Pico do Urubu

O que falta na Cidade? Um olhar atencioso aos moradores de rua e usuários de drogas

Qual a química da vida? Viver o aqui e agora e saber que tudo é impermanente

Deus me livre de… perder a vontade de viver