EDITORIAL

De olho no futuro

Uma boa e oportuna notícia para o mercado de trabalho de Mogi

Mogi das Cruzes está muito próxima de contar com um centro de tecnologia de realidade virtual para a formação e capacitação profissional dos trabalhadores empregados ou a serem empregados na indústria 4.0, uma terminologia empregada para identificar o futuro da produção industrial popularmente conhecida como “fábrica inteligente”, onde todos os processos são automatizados e realizados a partir dos sistemas ciberfísicos, internet das coisas, computação de nuvem, etc.

Resultado de uma parceria entre a Prefeitura, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e a Ponsse, fábrica de máquinas florestais instalada na Vila Nancy, na região onde está a Vila Rubens, o polo de capacitação e formação será resultado de um investimento de R$ 1 milhão, que a empresa projeta fazer no Brasil.

As negociações para que a cidade seja a escolhida pela direção da empresa são feitas pelo projeto Desenvolve Mogi, lançado neste ano pelo prefeito Marcus Melo, com a meta de ampliar a geração de emprego e de renda mogiana.

O centro de tecnologia caminha para ser instalado na Escola de Empreendedorismo e Inovação, na rua Senador Dantas.

A parceria poderá potencializar os resultados do ensino e do aprendizado que a Ponsse poderia fazer dentro das instalações próprias. Por isso, as bases do acordo preveem que 30% dos alunos e profissionais formados serão indicados pela multinacional. O restante das vagas será destinado ao público em geral, num modelo de atuação industrial de sucesso e adotado há mais de sete décadas pelo Senai de Mogi das Cruzes, unidade que forma jovens e adultos, atendendo as necessidades da indústria mogiana e regional.

É uma boa e oportuna notícia para a o mercado de trabalho de Mogi que enfrenta os duríssimos reflexos do apagão de mão de obra nacional, fruto das deficiências na formação educacional e profissional e na atualização dos conhecimentos e tecnologias para o mercado de trabalho. Esse tipo de formação mira o presente e o futuro das gerações de mogianos.

A parceria horizontaliza a qualificação profissional e contribui para atacar um déficit particularmente incômodo para o município: apesar de bem postado em rankings socioeconômicos nacionais e com uma régua diversificada de oportunidades de trabalho na indústria, comércio e na prestação de serviços, a renda per capita do mogiano está atrás da de outras cidades de características semelhantes. Um trabalhador qualificado nesta empresa, segundo afirma o economista Claudio Costa, diretor da Secretaria de Desenvolvimento, teria um salário mensal acima de R$ 7 mil.