PLANO

Delegado estuda trazer Cadeia Feminina de Poá para Mogi

Seccional avalia que em Poá funciona um "espaço insalubre". (Foto: Divulgação)
Seccional avalia que em Poá funciona um “espaço insalubre”. (Foto: Divulgação)

Um policial civil da Delegacia Seccional compareceu ontem ao prédio da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, no bairro nobre da Vila Oliveira. A finalidade da visita foi receber informações sobre o presídio local, o qual hoje tem 11 celas em operação e conta com 60 presos, em tese em trânsito, a fim de iniciar procedimentos como a verificação do espaço necessário à remoção do Presídio Feminino de Poá para Mogi.

O segundo passo seria o envio de técnicos especializados para formalizar as medidas da edificação antes do começo da reforma. O plano previsto pelo seccional Jair Barbosa Ortiz estaria baseado no fato de que a Delegacia de Poá deve ser reformada pelo poder público municipal e não mais suportaria abrigar uma unidade carcerária.

Moradores das proximidades que preferem o anonimato foram abordados pela reportagem e não concordaram com a iniciativa, considerando que já sofreram vários problemas com a falta de segurança gerada pelas rebeliões e fugas de criminosos.

Procurado por O Diário via rede social, uma vez que ontem se encontrava em atividade na cidade de Ferraz de Vasconcelos, o seccional Jair Ortiz afirmou que “não existe Cadeia (feminina) de Poá. O que existia (já diz no tempo passado) em Poá é um espaço insalubre que não recebe mais do que duas ou três presas (mulheres) em trânsito”. Ele avisou que hoje, a partir das 10 horas, estará na Delegacia Seccional e poderá explicar sobre o tema.

A Cadeia de Mogi, construída num terreno do Governo do Estado há cerca de 10 anos, estava para ser desativada. As 11 celas dariam lugar às salas de cartórios para o Distrito Central e no meio da área seria implantado um jardim, mas burocratas, no entanto, optaram pela manutenção do prédio que se tornou num ponto para abrigar criminosos em trânsito de toda a Região do Alto Tietê.