PROMOÇÃO

Delegado Marcos Batalha agora é adjunto do Estado de São Paulo

Batalha foi designado, a pedido dele próprio, para trabalhar na Academia de Polícia Civil Coriolano Nogueira Cobra, em São Paulo(Foto: Arquivo)
Batalha assume o cargo de delegado adjunto no Estado. (Foto: Arquivo)

O delegado Marcos Batalha assumiu, na manhã desta quinta-feira (28), na Capital, o cargo de delegado adjunto da Polícia Civil no Estado de São Paulo, ao lado do novo delegado geral Paulo Afonso Bicudo, o qual foi indicado pelo governador Márcio França, vindo a substituir o interino Gustavo Vieira Guebert. Ao falar a O Diário, no início da tarde de ontem, ele disse ainda desconhecer quem irá substituí-lo na Seccional de Mogi. A decisão, conforme ressaltou, será tomada pelo novo diretor Ismael Lopes Rodrigues Júnior. Por enquanto, o seccional em exercício é o delegado Boanerges Braz de Mello.

Há 32 anos atuando na Polícia Civil, Marcos Batalha passou um período como escrivão e 27 anos como delegado. Ele elogiou a sua equipe formada por delegados e policiais operacionais. “Sem eles, não chegaria onde estou”, frisou.

A autoridade continua residindo em Mogi e vai viajar diariamente para São Paulo. Embora afastado da Região do Alto Tietê e com a missão de auxiliar o delegado geral Paulo Bicudo, Batalha garantiu que “meus olhos estarão em todo o Estado, mas também em Mogi e nos outros municípios. Ainda é cedo para dizer no que poderei ajudar em termos de segurança pública, porém vou colaborar no que for possível”.

Esta é a primeira vez que um delegado da Região do Alto Tietê é designado para ocupar a função de tamanha importância no contexto segurança pública. Pai de um delegado em Santa Catarina e de advogado em Mogi das Cruzes, o delegado Marcos deixa na cidade o seu irmão Alexandre Batalha, titular do 3º DP, em César de Souza, e do Núcleo de Roubos de Cargas, além de diversos parentes que são policiais civis.

Há 4 anos e 8 meses, ele permaneceu seccional. Na sua administração, citou ter criado o Núcleo de Roubos de Cargas, inaugurado o 1º DP, no Jardim Margarida, em Ferraz de Vasconcelos, iniciado a reforma da Delegacia Central, em Itaquá, reformado e ampliado a sede da Seccional de Mogi, no Bairro do Shangai, a Delegacia de Defesa da Mulher, em Mogi, e instalou a DDM de Suzano, assim como trouxe de volta a Mogi a Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), deixando que os policiais atuassem ao lado do Garra e do SIG.

Ontem, ele destacou ao jornal o trabalho com sucesso dos índices de esclarecimento do Setor de Homicídios. Foi justamente na gestão do seccional Marcos Batalha que a Polícia Civil ganhou prêmios pelo elevado número de prisões de criminosos, principalmente, voltadas ao tráfico de entorpecentes. As frequentes operações que coordenou em toda a Região em média resultavam na captura de mais de 80 bandidos e na apreensão de grande quantidade de drogas.

Uma das dificuldades que soube enfrentar foram as chacinas cometidas em Mogi com saldo de 21 mortos, entre 2013 e 2015. As execuções terminaram após a conclusão das investigações que levaram dois policiais militares para a cadeia.


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