PERSONAGEM

Depois de AVC, a treinadora Fumie Eto é tratada no Pró+Vida

REDE Amigos se mobilizaram após dona Fumie sofrer um AVC. (Foto: arquivo)

Entre o Natal e o Ano Novo, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) levou a treinadora de Futebol Fumie Eto, de 73 anos, para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo. Conhecida por sua participação em escolinhas para crianças e jovens mantidas nos campos de entidades como a Associação Desportiva da Polícia Militar, no Cocuera, e a Associação dos Moradores da Vila Lavínia, ela é membro ativo do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de César de Souza.

Após sentir os primeiros sinais do AVC, segunda causa de morte no Brasil e a primeira de incapacitação para o trabalho, ela permaneceu em casa, durante alguns dias, o que agravou o quadro de debilidade de saúde da mogiana nascida no distrito de Taiacupeba, e mãe de dois filhos.

Amigos que tomaram conhecimento sobre a situação da líder de bairro, passaram a agir, em uma rede solidária, como conta a tenente Brenda Benites Castro, do setor de Comunicação Social da Polícia Militar. “Quando fomos encontrá-la, no hospital, ela estava muito debilitada e com muitas dificuldades para reconhecer as pessoas. Após a alta hospitalar, não teria condições de se recuperar em casa, e com a intervenção de amigos, como o vice-prefeito Juliana Abe e o Maurimar Batalha, ela foi levada para o Instituto Pró+Vida”, contou Brenda.

A mobilização uniu conhecidos como o vereador Edson Santos (PSD), que destaca a intensa participação social da líder de bairro em muitas ações.

Uma campanha para a doação de itens como fraldas geriátricas e lenços umedecidos destinados a ela reuniu diversas pessoas.

Dona Fumie se recupera na entidade fundada pelo padre Vicente Morlini, dedicada a idosos.

Na entrevista de domingo concedida à jornalista Carla Olivo, em dezembro de 2011, quando tinha 66 anos, ela contou a trajetória nos campos de futebol amador e a atuação junto a jovens que revisaram a trajetória a partir do esporte. Tinha a sensação de dever social cumprido. “Meu maior presente é ver os jovens que passaram por mim, no futebo, encaminhados para a vida, longe dos vícios e trabalhando”, disse. No início da década passada, no balanço sobre a carreira como treinadora, ela admitiu que “um terço dos jovens perdeu para as drogas”.

Alerta

O AVC é um dos grandes desafios da saúde pública porque seus sintomas podem ser desconsiderados, e o quadro físico do paciente agravado se as intervenções médicas não foram iniciadas rapidamente. Ao sentir fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão, do equilíbrio e da coordenação, além de tonturas e mudanças no modo de andar, o serviço de saúde deve ser procurado imediatamente, independente da idade da pessoa que sentir tais sintomas.


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