PRORROGAÇÃO

DER assume atraso e solicita mais 11 meses para entregar obras de duplicação em trecho da rodovia Mogi-Dutra

DER assume atraso e decide pela prorrogação do prazo de duplicação, que deveria ser entregue neste mês, conforme reportagens mostradas por O Diário. (Foto: Natan Lira)
DER assume atraso e decide pela prorrogação do prazo de duplicação, que deveria ser entregue
neste mês, conforme reportagens mostradas por O Diário. (Foto: Natan Lira)

Após uma série de matérias de O Diário mostrando o atraso no andamento da obra de duplicação da rodovia Mogi-Dutra (SP 088), diante da previsão do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de entregar as novas faixas em janeiro deste ano, o órgão vinculado à Secretaria de Logística e Transportes, publicou no Diário Oficial, o Termo aditivo e Modificativo do Contrato, com o novo prazo para novembro de 2020. Não há mudança nos valores das obras. O investimento é de R$ 121,9 milhões

Os 11 meses adicionados são maiores do que os nove de atraso para o início efetivo dos trabalhos, segundo publicação feita no último sábado, confirmando o que este jornal antecipou: a impossibilidade de entrega no prazo inicialmente contratado. Foi em dezembro de 2017 que o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na rodovia para liberar o início dos trabalhos a partir do mês seguintes e com previsão de término em 24 meses. No entanto, até o mês de setembro de 2018, o DER divulgou que eram realizados levantamentos topográficos e a busca por licenças ambientais para liberar que os trabalhos iniciassem.

HISTÓRIA As obras de duplicação da Mogi-Dutra começaram com atraso e em ritmo aquém do necessário para a entrega do projeto neste mês. (Foto: Natan Lira)

A justificativa do órgão para o aditamento do prazo são os processos de desapropriação, que tramitavam em âmbito judicial. Além da necessidade de remoção de interferências (rede elétrica, linhas de tubos de gás, água e esgoto) e o tempo para a obtenção de licenças ambientais.

Ainda de acordo com o DER, as obras continuam em pleno vapor. Ontem, a reportagem de O Diário esteve na rodovia mais uma vez, e verificou que ainda falta abrir a faixa adicional logo no início do trecho a ser duplicado, nos quilômetros 39, 37, e entre o 33 e 32, já na chegada a Arujá.

Além disso, os trabalhos estão concentrados nos quilômetros 36, onde foram retiradas toneladas de rocha por meio de implosão do talude, e a rodovia operava no sistema pare e siga ontem, já que a pista era aberta de uma extremidade a outra, por um trator. Homens também trabalhavam no km 37, onde será implantado um posto de pesagem, no km 34, onde haverá o retorno, na saída da Estrada Municipal, e também no km 38, onde a estrada ganhará um acesso ao bairro do Taboão e à rodovia Ayrton Senna.

A duplicação será realizada com a implantação de barreiras de concreto, fato que viabilizará a segregação das pistas. O projeto executivo prevê ainda a construção de viadutos para acesso e retorno, implantação de quatro passarelas, retificação da geometria de uma curva acentuada no Km 36 – conhecida popularmente como curva da morte – e a revitalização completa da sinalização.

Os trabalhos são realizados pelo Consórcio Construcap/Copasa, entre os quilômetros 32 e 39,45, trecho final entre os municípios de Arujá – no entroncamento com a Rodovia Alberto Hinoto (SP-056), próximo à Via Dutra (BR-116), e o município de Mogi das Cruzes.

Com a conclusão dos serviços, todo o trecho inicial da rodovia, aproximadamente 17,5 quilômetros, terá maior capacidade de tráfego. A primeira etapa de duplicação foi entregue em janeiro de 2005. Desde então, os usuários da via reivindicavam a melhoria no trecho final.

Do projeto inicial, ainda ficará faltando a conclusão de uma alça à estrada do Pavan, no trecho de Mogi das Cruzes, no Jardim Aracy, cujo “esqueleto” foi feito na década dos anos 2000.


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