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Derrota de Miyake poderá causar implosão no PSDB

Vereador se mostra indignado com a falta de apoio do partido à sua candidatura a deputado

A crise no PSDB nacional provocada pela acachapante derrota do presidenciável Geraldo Alckmin e pela traição explícita de João Doria, que se aliou a Jair Bolsonaro (PSL) muito antes do fim do pleito, ganhou versão doméstica. O tucanato mogiano vive uma situação indesejada, causada pelos desdobramentos da derrota do candidato a deputado estadual e presidente afastado da legenda, vereador Claudio Miyake, que atribui à falta de unidade partidária em Mogi um dos motivos de sua não eleição no último domingo. Miayke se considerou traído por alguns de seus companheiros tucanos que optaram por apoiar candidatos de outros partidos – e até de outras cidades – e, por isso mesmo, está disposto a não mais retornar ao comando do Diretório Municipal do PSDB de Mogi. E, mais que isso: pensa seriamente em abandonar o partido, trocando-o por uma agremiação que melhor se ajuste às suas pretensões políticas futuras. Ou seja, o cirurgião dentista não pretende deixar a vida política, mesmo após a decepção com os votos que ele esperava receber dos profissionais de outras localidades, filiados ao Conselho Regional de Odontologia, que ele dirigiu nos últimos anos e que também deverá trocar por uma vaga junto ao Conselho Federal da categoria, com sede em Brasília. Enquanto isso, o presidente interino do PSDB em Mogi, vereador Mauro de Assis Margarido, não demonstra qualquer interesse de continuar no comando da agremiação, já tendo demonstrado disposição de devolver o cargo de chefe da legenda na Cidade para o presidente de direito, o próprio Claudio Miyake. Os outros dois integrantes da bancada na Câmara, Cuco Pereira – um dos que não votou em Miyake, optando por Estevam Galvão (DEM) – e Pedro Komura, ainda não se manifestaram publicamente sobre a situação. Toda essa roupa suja deveria ser lavada numa reunião marcada inicialmente para a tarde/noite de ontem com os principais membros do partido na Cidade. Até o momento em que esta coluna foi fechada, o encontro ainda não havia acontecido. E era grande o risco de uma implosão no ninho tucano de Mogi.

Internado
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PTB) está internado no Hospital do Coração, em São Paulo, para tratamento de uma inflamação no pâncreas. Ele sentiu-se mal na tarde de terça-feira, quando estava em seu gabinete, na Assembleia Legislativa. Com fortes dores abdominais, foi levado ao HCor para exames e os médicos diagnosticaram a pancreatite. A princípio, cogitou-se a internação na UTI e até cirurgia, mas o corpo clínico do hospital decidiu por deixá-lo num apartamento, onde está sendo medicado. Gondim andava muito deprimido pela não reeleição no último domingo.

Viajando
Quem parece ter se recuperado, de maneira surpreendente, do princípio de pneumonia que o levou a ser internado no Sírio Libanês, em São Paulo, na semana anterior à eleição, foi o vereador e candidato derrotado a deputado federal Chico Bezerra (PSB). Segundo apurou a coluna, ele viajou, terça-feira à noite, para a Itália, acompanhado da mulher, Nidia Cristófaro.

Cadê?
Logo que a contagem final dos votos confirmou sua eleição para deputado estadual pelo PSL, o estreante Rodrigo Gambale (PSL), de Ferraz de Vasconcelos, tratou de visitar o prefeito de sua Cidade, José Carlos Fernandes Chacon, o Zé Biruta (PRB), colocando-se à sua disposição para trabalhar pelo Município. Em Mogi, Marco Bertaiolli (PSD) foi à Câmara propor aos vereadores um pacto em favor da Cidade. E Marcos Damásio (PR), onde esteve nas últimas horas?

Livres
Os deputados do PR foram liberados pelo comando do partido a apoiar qualquer um dos candidatos a presidente da República no segundo turno das eleições. Após participar de uma reunião com os dirigentes do Centrão, na segunda-feira, o ex-deputado Valdemar Costa Neto comunicou a decisão de neutralidade aos parlamentares. Os integrantes do grupo (DEM, PP, PRB e SD) estiveram coligados com o tucano Geraldo Alckmin, derrotado no primeiro turno.

Frase
A quem interessa saber sobre o caráter de João Doria, basta perguntar ao Geraldo Alckmin.
Paulo Skaf (MDB), candidato derrotado a governador do Estado, ontem, em Suzano, ao anunciar apoio para o candidato Marcio França (PSB)