CARTAS

Desastre em Brumadinho!

Com o rompimento da segunda barragem da Vale em apenas três anos precisamos desenterrar cadáveres que nos assombram. Logo após o rompimento da barragem de Mariana, a então presidente Dillma assinou um decreto que entrou em vigor em 13/11/2015, “considerando como naturais desastres decorrentes do rompimento ou colapso de barragens que ocasionem movimento de massa, com danos a unidades residenciais”. À época Dillma salvou Pimentel, do PT, governador de MG, e a Vale, cujos fundos de pensão possuem 40% das ações da companhia. Fora tratar com carinho todas as empresas de extração de minério de ferro, que contribuem com altíssimos royalties para o falido estado de MG. O resultado dessa insensatez aparece agora, porque qual empresa irá se preocupar em evitar rompimentos se a multa imposta pelo desastre é gorjeta para criancinha? As famílias que perderam seus entes queridos e residências que se lixem, afinal não passou de um desastre “natural”. Com o desastre em Brumadinho, precisamos cobrar responsabilidades passadas.
Beatriz Campos
beatriz.campos@uol.com.br