EDITORIAL

Dia D contra a gripe

O mutirão realizado ontem, pela Secretaria Municipal de Saúde, na sequência da atual campanha de vacinação contra a gripe, é daquelas ações que passam ao largo do cotidiano comunitário, mas não podem passar desapercebidas, pela importância de seus objetivos.

Realizada anualmente desde há muito, a vacinação em massa contra a gripe é uma das atividades mais importantes dos agentes de saúde. Sobretudo por incluir, entre seus grupos prioritários, crianças entre 6 meses e 6 anos de idade. É uma maneira de evitar que a doença, ao evoluir para pneumonia, torne-se a principal causa da morte de crianças abaixo de 5 anos em todo o mundo. Mais do que HIV, tuberculose, zika, ebola e malária juntas.

O mesmo com os adultos acima de 60 anos, também alvos principais da campanha, bem como profissionais da saúde, população indígena, professores, policiais e membros das Forças Armadas.

Não há números sobre a incidência de mortes provocadas pela gripe em Mogi. No Brasil, no ano passado, houve 374 mortes no primeiro semestre, 65% (243) das quais provocadas pelo vírus H1N1, justamente o que tem maior potencial de contaminar os pulmões e gerar pneumonia.

O objetivo do mutirão de ontem, realizado nas unidades de saúde e em postos volantes instalados do Largo do Rosário, Mercado Municipal, supermercados e na Escola Iracema Brasil de Siqueira, no Jardim Maricá, era imunizar 12 mil pessoas, equivalente a quase metade das 28.700 pessoas vacinadas desde o dia 10 de abril, quando teve início a atual campanha.

Há sim que enaltecer a ação dos órgãos gestores da área, mas não se pode esquecer do funcionário público, aquele que se dispõe, em um dia normalmente dedicado ao lazer, a ficar longas horas no atendimento à população. E testemunhos coletados entre os cidadãos comuns sempre destacaram a gentileza com que estes agentes atendem ao comum do povo

Confira-se, então, ao agente de saúde mais simples, o crédito maior do Dia D na Campanha de Vacinação contra a Gripe.