Diga-me com quem andas e direi quem és

A grande maioria, certamente, já ouviu e até foi alvo do ditado popular que, apesar de antigo (há quem diga que está na Bíblia), está mais atual do que nunca quando o assunto em questão envolve a excelentíssima presidente da República. Esse final de semana promete ser decisivo para o futuro da petista, que na tentativa de evitar uma derrota, ou o que não cansa de chamar de golpe, se alia a pessoas de caráter no mínimo questionável.E mais, recebe apoio de governantes de fora que não inspiram confiança, mas que caminham juntos. A lista não é pequena. Pois vejam alguns dos que andam com a presidente do Brasil: Evo Morales, presidente da Bolívia no poder desde 2006 e que está afundado em denúncias de corrupção (alguma semelhança?); Rafael Correa, do Equador, que conseguiu aprovar a emenda que permite reeleição ilimitada ao presidente e é alvo de manifestações de diversos setores contrários ao seu estilo autoritário; e Nicolas Maduro, da Venezuela, um reconhecido tirano que pode jogar o país numa guerra civil e tem, sim, o golpe muito enfronhado nas suas atitudes.
Todos representantes de esquerda como a nossa presidente e que, após um período de crescimento econômico e social, estão à frente de países hoje afundados em crises, denúncias de corrupção e radicalismo. A preocupação de todos é a permanência no poder a qualquer custo.
Nos discursos de defesa da “companheira Dilma”, Morales e outros aliados de esquerda insistem em acusar a direita de golpe e falam numa nova “ditadura”. Pois o que temos visto é justamente a presidente agir de maneira muito semelhante a que tinha na sua época de guerrilheira. E na luta tem na linha de frente o ex-presidente Lula, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e também ex-presidente José Sarney. Políticos de reputação inabalável, como se pode ver.
A tropa inclui ainda deputados petistas e de outros partidos que se aproveitam da crise para negociar o apoio em troca de mais ministérios e cargos públicos. Isso para não falar de líderes de movimentos sociais, que ameaçam publicamente erguer as armas, incitar a violência, as ocupações e as greves caso o impeachment avance.
Já sabem, portanto, com que a presidente anda. Agora, é só tirar suas conclusões. E rezar para que Deus nos livre do retrocesso!

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê


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