COMBATE

Diminui descarte irregular de lixo em Mogi das Cruzes

ESTRATÉGIA Combate ao descarte irregular de lixo é feito pela Delegacia de Meio Ambiente em parceria com a Guarda Municipal. (Foto: arquivo)

Há pouco mais de quatro meses à frente da Delegacia de Meio Ambiente de Mogi das Cruzes, o delegado Francisco Del Poente destaca o trabalho em parceria com a Guarda Municipal no combate ao descarte irregular de lixo como um dos principais avanços da questão ambiental na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, o número de locais considerados “lixões clandestinos”, diminuiu quase pela metade, de 36 para 19 desde o início da força-tarefa.

Na avaliação do delegado, o problema do descarte irregular de lixo em locais inapropriados é uma questão cultural a ser vencida com a educação ambiental. “Estamos em uma luta grande, mas houve grande melhora. As reclamações neste sentido quase que desapareceram, porque estamos fazendo este trabalho conjunto, então as pessoas veem mais a nossa atuação de polícia, com apreensão de maquinário, e aí ficam mais receosas”, destaca.

O titular da pasta municipal, o coronel reformado da Polícia Militar Paulo Roberto Madureira Sales, ressalta que o diferencial agora é que a pessoa autuada além de receber multa por parte da Prefeitura, que faz a parte administrativa, também responde criminalmente, porque é levada à Delegacia do Meio Ambiente. “E também é claro que é feito um trabalho de patrulhamento e visita. Todos os dias as viaturas da delegacia vão a esses endereços. Mais tarde, depois do expediente, se o delegado recebe uma denúncia, por exemplo, a gente tem um grupo. Ele coloca a informação lá e os agentes da guarda vão ao local”, detalha Sales.

Ao lado do ecoponto do Parque Olímpico, diversos caminhões descartavam resíduos. A Prefeitura realizou uma ação de limpeza na área no mês de maio. Desde então, segundo o delegado, a situação melhorou. O ecoponto do bairro também foi reaberto em julho.

No balanço do delegado entram também as duas fábricas clandestinas de tintas fechadas na cidade. Uma delas no Jardim Aracy e outra no bairro do Rodeio. A investigação apurou que as duas unidades tinham o mesmo dono. “Identificamos ele e conseguimos ouvi-lo na Delegacia. O inquérito já foi finalizado e ele vai responder por crime ambiental na Justiça”, pontuou.

A Delegacia do Meio Ambiente de Mogi atende todo o Alto Tietê. Segundo Del Poente, o delegado seccional Jair Barbosa Ortiz tem trabalhado para melhorar a estrutura da unidade, mas a consciência da população em relação ao meio ambiente é o principal ponto para defesa da fauna e flora. “Se fosse um povo adiantado e educado, nem precisaríamos de mais efetivo. A gente precisa mesmo focar no princípio da educação, o melhor cuidado, pensar a melhor maneira de reciclar o lixo, fazer o descarte de maneira seletiva e correta. Não depende muito de ampliar. A nossa Delegacia não precisaria fazer ações de repressão”, destaca.

Denúncias sobre desrespeito ao meio ambiente podem ser feitas tanto pelo 190, da Polícia Militar, quanto pelo Disque-Denúncia 181, e ainda no 156, da Guarda Municipal.

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