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Dois dos três hospitais estaduais com leitos para a Covid-19 atingem 100% de lotação da UTI no Alto Tietê

Hospital Luzia de Pinho Melo teve todos os leitos de UTI para a Covid-19 em uso esta semana. (Foto: Arquivo)
Hospital Luzia de Pinho Melo teve todos os leitos de UTI para a Covid-19 em uso esta semana. (Foto: Arquivo)

Esta semana dois dos três hospitais estaduais de porta aberta no Alto Tietê alcançaram os 100% de lotação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com suspeita e confirmação da Covid-19. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, essas situações foram registradas no Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, e também no Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba, na última sexta-feira. No Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, a ocupação desse tipo de leito estava em 62%.

A Secretaria recomenda que pacientes com casos menos complexos, como sintomas respiratórios similares aos da gripe, procurem inicialmente serviços como as UBSs, pois são a porta de entrada dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Seguir o fluxo do SUS é fundamental para garantir atendimento adequado. Os hospitais devem atender prioritariamente casos graves e que podem precisar de internação.

Em entrevista à TV Diário nesta semana, o coordenador de Gestão de Contratos da Secretaria de Estado de Saúde, Danilo Fiore, disse que em caso de pacientes da região necessitarem de leitos, eles podem ser encaminhados para outras unidades hospitalares da região metropolitana ou até na capital. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 é de 68,8% no Estado de São Paulo e 84,4% na Grande São Paulo.

A pasta mantém esquema especial de gestão de leitos hospitalares, para dar prioridade à internação de pacientes com quadros respiratórios agudos e graves, com suporte da Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross) para as transferências, que funciona 24 horas por dia e que verifica vagas disponíveis em hospitais do SUS em SP.

Perfil

Um balanço da pasta estadual da Saúde mostra que o novo coronavírus já estava em 70,5% das cidades do estado de São Paulo e havia provocado 4.501 mortes até a última sexta-feira. Em decorrência da expansão da doença no território, mais de 40% dos casos e óbitos pela Covid-19 referem-se a pessoas que residiam no interior, litoral e Grande São Paulo. Essas regiões totalizavam 1.827 mortes e 24.386 pessoas infectadas, entre um total de 58.378 casos confirmados em todo o estado.

Houve um ou mais infectados em 455 municípios, dos 645 que integram o Estado, e 209 deles têm registro de pelo menos uma vítima fatal da doença. Nesta sexta havia 10,1 mil pacientes internados em SP, sendo 3.904 em UTI e 6.205 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 é de 68,8% no Estado de São Paulo e 84,4% na Grande São Paulo.

Entre as vítimas fatais, estão 2.673 homens e 1.828 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73% das mortes. Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (1.089 do total), seguida por 60-69 anos (1.029) e 80-89 (873). Também faleceram 293 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (643 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (330), 30 a 39 (188), 20 a 29 (39) e 10 a 19 (12), e cinco com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,7% dos óbitos), diabetes mellitus (43,7%), doença neurológica (11,4%), doença renal (10,8%) e pneumopatia (9,7%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em risco: 3.636 pessoas que morreram pela Covid-19 (80,8%) do total.

Prefeito

Após participar de uma transmissão pela internet sobre as ações de combate à Covid-19, o prefeito Marcus Melo (PSDB) segue em casa se restabelecendo da doença. Abatido, ele contou que segue com dores de cabeça e tosse. Já a esposa, Karin Melo, começa a se recuperar de sintomas característicos, como a perda do olfato e do paladar. Eles seguem em casa, acompanhando com um oxímetro a medição da oxigenação do pulmão, assim como um dos filhos, que também testou positivo para a doença, e um sobrinho.


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