ABERTURA

Donos de restaurantes de Mogi ainda têm receio com a pandemia de Covid-19

CAUTELA Bares e restaurantes começam a receber clientes no balcão. (Foto: Eisner Soares)

O avanço do Alto Tietê para a fase amarela do Plano São Paulo, do governo do estado, para a retomada econômica, permitiu a reabertura de bares, restaurantes, salões de beleza e academias ontem. Mas o cenário de incerteza diante de números que continuam avançando ainda não traz segurança nem a clientes para deixarem as casas e visitarem esses locais, e também a comerciantes, que ainda não apostam todas as fichas na ideia.

Um dos exemplos é o restaurante Oban, que fica no distrito de Braz Cubas. Na manhã de ontem, o proprietário Bruno Kato estava reabrindo as portas quando a reportagem passou pelo local, mas ainda não vai receber clientes no salão. Ele contou que usou o dinheiro do caixa para reformar o espaço no início do ano e precisou demitir todos os 10 funcionários durante a pandemia. “Ainda que a gente vai contratar de forma gradativa, eu ainda não tenho a certeza de que não vai fechar tudo de novo. Por enquanto, vamos manter o delivery, que ao menos estamos conseguindo pagar as contas nesse período, até que tudo firme”, contou.

No mesmo distrito também fica o bar e mercearia da comerciante Renata Melo. O local é mantido há quase 30 anos na esquina entre as ruas Doutor Deodato Wertheimer e a Julio Aragão. Com a pandemia, ela pode ficar com o espaço aberto apenas para a venda de alimentos. Ontem de manhã, tirou as mesas do salão, colocou álcool em gel e se preparava para reabrir o bar, a partir das 11h.

“De verdade, eu ainda não me sinto segura para reabrir, por conta da questão da saúde. Mas a gente precisa trabalhar e eu adotei o que foi necessário e vou cobrar dos clientes que mantenham distância um dos outros e que não usem a máscara apenas quando forem consumidor a bebida, mas que depois a coloquem de novo”, contou.

Em plena via Perimetral, no bairro da Ponte Grande, funciona há dois anos o restaurante Tuti Mineiro, de Kenedy Alves dos Santos. Ele reabriu o salão para atender no máximo os 30% da capacidade. O local receberá até 10 clientes por vez, mas o serviço em delivery, que já era realizado apenas da pandemia, continua. Dois funcionários foram demitidos por conta da quarentena e ainda não serão repostos. “Eu estou com uma boa expectativa, mas não posso recontratar agora porque a gente atendia a algumas empresas que ainda não vão voltar, e também o salão fica com menos clientes

A situação é parecida em outros locais. Endereços tradicionais também permaneceram fechados porque ainda está vetada a abertura à noite, por exemplo.

Na fase amarela do Plano SP, os bares, restaurantes e estabelecimentos que servem refeições preparadas – somente em áreas abertas ou arejadas – podem funcionar com o consumo no local das 11h às 17h e nos demais horários é permitido o atendimento via delivery e sistema drive-thu. Já na fase verde, próximo estágio do projeto do governo para a retomada da economia no estado, prevê o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60%.


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