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Duas represas ainda liberam água

CAPACIDADE Reservatório do rio Jundiá, em Taiaçupeba, solta 100 livros de água por segundo. (Foto: arquivo)
CAPACIDADE Reservatório do rio Jundiá, em Taiaçupeba, solta 100 livros de água por segundo. (Foto: arquivo)

Após dois meses, os reservatórios dos rios Jundiaí, em Taiaçupeba, e Paraitinga, em Salesópolis, ainda liberam o excesso de água. A primeira verte 100 litros por segundo e a segunda 2,5 mil litros/segundo. Já a barragem de Taiaçupeba, em Suzano, que iniciou este procedimento em 12 de março, encerro o processo nesta quarta-feira.

Desde 11 de março, o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) começou a verter água – liberar o excesso quando a represa ultrapassa os 100% de capacidade ou quando há projeção de que isso vai acontecer. O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) não tem o volume liberado desde então. A primeira a adotar o sistema foi a barragem do rio Jundiaí, em 11 de março. No dia seguinte, foi a vez de Taiaçupeba, em Suzano. E, por último, em 14 de abril, o processo teve início na barragem do rio Paraitinga, em Salesópolis.

A situação é proveniente do período de chuvas acima da média histórica, que começou a ficar mais intenso em fevereiro e seguiu até maio. Segundo o balanço da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em janeiro o nível ficou quase 15% abaixo do esperado. No mês seguinte, a pluviometria acumulada foi a maior para o mês em 17 anos, com 367,3 milímetros, o que representa 88,6% acima da média histórica. Em março, o percentual foi 34% maior, enquanto em maio, apesar de menor, ainda fechou com 6% a mais de chuva.

A média histórica era de 76,2 milímetros de chuva. No ano passado foram registrados 13,9 mm, enquanto ontem o resultado acumulado foi de 81 mm.


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