ARTIGO

É hora de repensar a força de trabalho

Claudio Costa

claudiocosta.provider@uol.com.br

Dados recentes demonstram que a demanda por habilidades do futuro já é maior que a oferta como consequência da quarta revolução industrial que está transformando setores inteiros.

Nos próximos anos, veremos uma mudança clara nos empregos, resultante das inovações tecnológicas como inteligência artificial, internet das coisas e automação.

Basta imaginar o impacto que os carros sem motoristas terão no segmento de transporte e mobilidade. Alem de preparar novos talentos para lidar com um mercado de trabalho totalmente diferente, essa nova era exigirá, principalmente, uma grande requalificação da força de trabalho atual.

As habilidades com as quais as empresas contam hoje não serão suficientes para o amanhã. Estudos recentes mostram que 30% dos executivos das grandes companhias já preveem que manter o desempenho ficará mais difícil devido à lacuna de pessoas com habilidades necessárias para o trabalho do futuro. Isso, inclusive já começa a se evidenciar. Apesar dos índices alarmantes de desemprego no Brasil, encontrar pessoas para preencher vagas de qualificação em tecnologia está se tornando uma tarefa complexa para os empregadores. Na mesma pesquisa, 68% dos entrevistados disseram ter muitas dificuldades no preenchimento de vagas.

As empresas estarão na linha de frente das grandes transformações do emprego. Isso exigirá que elas reorganizem seus processos de negócios, reavaliem suas estratégias de talentos e necessidades de força de trabalho considerando cuidadosamente quais indivíduos são necessários.

Como consequência das dificuldades acima citadas, várias empresas ao redor do mundo que decidiram investir na adequação de suas operações para a tecnologia 4.0, optaram em requalificar seus funcionários atuais como forma de evitar desemprego e, ao mesmo tempo, evitar transtornos na busca de mão de obra qualificada.

Em alguns casos, o próprio governo decidiu investir na requalificação de sua população economicamente ativa, como forma de atender a demanda do mercado local ou até mesmo criar um atrativo a mais na busca de novos investimentos para a região.

O governo de São Paulo e a própria cidade de Mogi das Cruzes já iniciaram processos semelhantes e, com certeza, trarão frutos importante em um futuro próximo.

Não há dúvidas que as oportunidades virão e importante se faz estar qualificado para conquistá-las.

Claudio Costa é diretor de Desenvolvimento da Prefeitura de Mogi das Cruzes