E Marco Soares se aliou a Marcus Melo

A notícia divulgada nesta quarta-feira (13) por este jornal pegou muita gente de surpresa. O advogado Marco Soares (PSB), conselheiro da Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ex-candidato a prefeito de Mogi pelo PT no pleito passado e apontado como virtual concorrente nas eleições municipais deste ano, anuncia a desistência de se candidatar à Prefeitura – e também a vereador – e passa a apoiar a candidatura do prefeiturável Marcus Melo (PSDB), do grupo político do prefeito Marco Bertaiolli (PSD). A explicação oficial: a ideia de contribuir com novos projetos para a Cidade de uma outra forma, ao lado do grupo capitaneado por Marcus Melo, ocupando espaço com um poder de fogo maior. Sem contar que Marco e Marcus são amigos desde a infância. A versão oficial é verdadeira, mas também é certo que alguns fatos ocorridos durante a fase inicial da atual campanha eleitoral contribuíram para que o advogado – e alguns outros partidos – também decidissem apoiar Marcus Melo. O PRB de Marco Soares vinha negociando, há tempos, com o PV, PDT, PPS e alguns outros menores, a formação de uma coligação encabeçada por um grupo de jovens para, conforme indicavam as pesquisas eleitorais, enfrentar o então pré-candidato Junji Abe (PSD). O jogo de xadrez estava armado, pois Junji poderia dividir os votos com outro prefeiturável, Gondim Teixeira (SD), dividindo o eleitorado e abrindo chance para o novo. Tudo ia muito bem, até que Junji, mesmo sem saber, acabou por chutar o tabuleiro, desistindo de concorrer à Prefeitura. A estratégia automaticamente se desmontou, já que o substituto seria um político novato, conforme indicavam as pesquisas eleitorais, mas com uma diferença: teria a seu favor o poder da máquina governista. O convite para Marco integrar o grupo do amigo Marcus veio na hora certa. E ele decidiu aceitar. Assim como os outros partidos que apostavam na divisão para vencer. Logo, todos estarão no mesmo time.

Propostas
Diante das dificuldades enfrentadas para discutir propostas para a Cidade num momento em que os candidatos estão mais interessados em alianças, o PV decidiu definir uma série de itens numa carta de intenções a ser encaminhada aos prefeituráveis. Quem se comprometer com as propostas terá o apoio do partido. Se nenhum concordar com as exigências, os verdes ficarão independentes na eleição majoritária. Se ambos concordarem com a execução das propostas, o partido verá qual candidato terá melhores condições de executar as exigências.

Adesões
O grupo de apoio ao candidato Marcus Melo receberá hoje a adesão do PPS, do vereador Carlos Lucarefski. Amanhã, será a vez do PDT, presidido por Mário Júlio Souza, também anunciar seu apoio ao candidato do prefeito Marco Bertaiolli. E não será surpresa, pelo menos para esta coluna, se o PV vier a aderir ao mesmo grupo no próximo sábado. A conferir.

Vice
Até a tarde de ontem, o advogado Marcelo Brás (PTB), de Braz Cubas, era o nome mais cotado para ser o vice do candidato Gondim Teixeira na disputa pela Prefeitura de Mogi, nas próximas eleições. Brás tem fortes ligações com a Igreja Católica e com a comunidade do Distrito.

Crise?
De uma penada, a empresa mogiana HBR Realty, controlada pela família de Henrique Borenstein, aumentou seu capital social em R$ 100 milhões, pulando de R$ 384,5 milhões para R$ 484,5 milhões. A companhia é controladora, aqui, do Mogi Shopping e do Sky Mall e Dual Patteo Mogilar. Entre seus ativos tem o Shopping Patteo Olinda, centros comerciais em Sorocaba, edifícios corporativos, estacionamentos e hotel em São Paulo, Santos, São Vicente, Campinas, Santo André, São Caetano, São Bernardo, São Gonçalo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Barueri, Taubaté e São José dos Campos.

Cotidiano

LEMBRANÇAS Músico da Congada de Santa Efigênia enfeitou sua viola,  no sábado, para a Entrada dos Palmitos da Festa do Divino de Braz Cubas. (Foto: Eisner Soares)
LEMBRANÇAS Músico da Congada de Santa Efigênia enfeitou sua viola, no sábado, para a Entrada dos Palmitos da Festa do Divino de Braz Cubas. (Foto: Eisner Soares)

Frase
Hoje sou eu; é o efeito Orloff: vocês, amanhã.
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado federal, fazendo ameaças aos colegas, ao se defender perante a Comissão de Constituição e Justiça, que decidirá sobre seu futuro na política


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