INFORMAÇÃO

E o Pró-Criança deverá ser terceirizado pela Prefeitura

Medida visa reduzir custos, especialmente com as horas extras

A Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes está avaliando a possibilidade de terceirização do Pró-Criança, a exemplo de outras unidades do setor, passará a ser gerenciado por uma Organização Social (OS), a quem caberá contratar os funcionários necessários para manter e até aprimorar a qualidade do serviço que é prestado atualmente por funcionários públicos municipais. A mudança, que deverá estar concretizada até o mês de outubro para efeito de economia de custos, inclui ainda alteração do local de atendimento e a expansão dos serviços para assistir também aos adolescentes. Segundo o secretário municipal Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho, de Saúde, os atuais funcionários da unidade não serão demitidos, mas incorporados à rede básica de saúde e reforçarão as equipes dos postos administrados pela Prefeitura de Mogi. A proposta de terceirização já foi encaminhada às 14 OSs cadastradas junto ao município para que possam avaliar o interesse na operação do Pró-Criança. Caso a resposta seja positiva, como se espera, será elaborado o edital de convocação pela Secretaria de Gestão, a quem caberá o chamamento oficial das Organizações Sociais e a condução do processo. Além das alterações no sistema de gerenciamento, que passará a ser feito pela iniciativa privada, a nova configuração administrativa do Pró-Criança prevê a sua transferência para um imóvel alugado da Rua Santana, onde funcionava a Unimed, um espaço capaz de abrigar até oito consultórios, equipamento de raio-x, salas para observação e inalação, entre outras melhorias. A mudança deverá abrir espaço para o atendimento também a adolescentes, segundo informa o secretário Bezerra, explicando que a mudança no sistema administrativo visa reduzir os custos da Prefeitura. O problema maior seriam as horas extras pagas a médicos e ao pessoal em geral do Pró-Criança. Hoje, incluídas as horas extras, o custo mensal do setor estaria próximo de R$ 850 mil para se chegar ao nível de 8 mil consultas (70% delas feitas em mogianos e outros 30% em pessoas de outros municípios). O objetivo, após a terceirização, será alcançar uma economia calculada em torno de R$ 250 mil mensais.

Na ESG

“Política e Estratégia Nacional” é o nome do curso que está sendo feito pelo advogado mogiano Olavo Câmara junto à Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, em São Paulo. Três vezes a cada semana, até o mês de dezembro, ele deverá se dedicar a estudos sobre temas como segurança nacional, desafios para o patriotismo e cidadania, além de avaliações sobre recursos brasileiros e outras questões. O curso inclui visitas a setores como a Academia do Barro Branco, Comando de Operações Especiais e palestras com personalidades como Osires Silva e Yves Gandra Martins, entre outros.

Em ação

Após ter o seu celular furtado, no interior da Estação Brás, do Metrô, em São Paulo, o deputado estadual Rodrigo Gambale (PSL) decidiu mostrar por que foi eleito para a Assembleia. Absolutamente inerte, até agora, o parlamentar anunciou, por meio de redes sociais, que irá apresentar um projeto de lei para a instalação de câmeras de monitoramento com reconhecimento fácil para os trens do Metrô e da CPTM. O furto de seu celular ocorreu durante o feriado de 9 de Julho passado.

Surpresa

Causou surpresa a muitos mogianos o fato de o advogado Miguel Urbano Vacico Nagib, anunciar a interrupção de suas atividades à frente do movimento Escola Sem Partido, criado para combater o que chama de “doutrinação” de alunos em salas de aulas, a partir do próximo dia 1º de agosto. Muita gente estranhou que isso ocorresse justamente quando chegou ao comando do governo o ex-deputado e atual presidente, Jair Bolsonaro (PSL), um antigo defensor da proposta. O filho do cirurgião dentista mogiano, Miguel Nagib, alegou exatamente “falta de apoio” para levar adiante sua proposta.

Em discussão

Entre os temas em discussão na reunião do Comitê de Bacia do Alto Tietê Cabeceiras, amanhã, em Mogi – a primeira a ser conduzida pelo novo presidente, Marcus Melo (PSDB), estão a criação de grupos de trabalho para discutir a atuação dos subcomitês, recomposição do grupo de trabalho Plano de Bacia e alteração da composição da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico. Pelo visto, muita conversa e pouquíssima ação.

O brasileiro é um povo com os pés no chão – e as mãos também.

Ivan Lessa (1935-2012), jornalista e escritor brasileiro, integrante da equipe de O Pasquim