ARTIGO

Economia circular

Cláudio Costa

Tradicionalmente ao longo dos anos a economia industrial trabalha de forma linear. Desde a extração de matéria prima até o processamento final do produto gerando resíduos de toda forma ao longo do processo. Se não bastasse, os compradores consomem e descartam novamente tento como resultado final o uso excessivo dos recursos naturais em uma ponta e a geração de lixo na outra ponta.

Esse modelo de negócio não se sustenta mais e é inviável economicamente porque as empresas mais e mais são penalizadas pela má utilização dos recursos naturais e pelo alto custo de produção.

Assim a economia circular vem mais e mais ganhando adeptos nos últimos anos pois unifica as duas pontas, ou seja, a fabricação de determinando produto com o uso adequado de matéria prima, eliminando desperdícios, gerando mais empregos e obedecendo critérios de sustentabilidade, sejam eles de carater; econômico, social ou ambiental.

Muito difundida na Europa, a economia circular é um conceito essencial para o desenvolvimento sustentável dos países e que, no Brasil, começa a ganhar espaço. Pesquisas recentes de entidades conceituadas no assunto demonstram que 76% das empresas já adotam algum tipo de prática circular. Já é possível evidenciar várias empresas patrocinado ações em feiras e fóruns em assuntos relacionados a economia circular.

Autoridades no assunto afirmam que “a transição para a economia circular permitirá que a indústria brasileira esteja a frente das legislações e normas nacionais e internacionais, colaborando para a construção de políticas publicas facilitadoras às mudanças sistémicas”.

Em uma análise mais profunda, podemos afirmar que a economia circular é um passo importante ao encontro da economia regenerativa pois o caminho que estamos seguindo pode nos levar ao colapso climático sem precedentes e obviamente com sérios impactos e consequente ruptura social.

Falando em Brasil o potencial é muito grande no sentido da economia circular pois as vantagens competitivas do país em termos de biodiversidade, aliada a enorme diversidade de pessoas. O país tem condições de competir em escala mundial, desde que permita que sua diversidade seja encarada como um fator essencial para gerar inovação.

Neste momento em que vivemos situações cotidianas impactando nosso meio ambiente se faz necessário buscar formas adequadas de se produzir de forma sustentável e economicamente viável.

Claudio Costa é economista, empresário e diretor do Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

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