ARTIGO

Economia decepciona

Claudio Costa

A tão sonhada recuperação da economia infelizmente continua no papel ou no sonho dos empresários. Os indicadores de consumo, crescimento e inflação decepcionaram neste primeiro trimestre deixando os vários segmentos empresariais em pânico com relação às reformas necessárias para que se restabeleça a confiança dos investidores e da própria população.

Não pagamos nossos salários com promessas, mas sim com economia e dinheiro real” disse o presidente de uma câmara de empresários europeus que representa em torno de 5 mil empresas e gera mais de 1 milhão de empregos.

Enquanto isso, em Brasília, alguns políticos da velha seguem influenciando nas decisões, fazendo com que o Pais continue patinando. Se não bastasse a velha guarda política, o governo tem dificuldades em se articular e encontrar uma forma de conviver harmoniosamente com o congresso, gerando assim uma briga de egos e vaidade em que nada ajuda no desenvolvimento do país.

O cenário é tão crítico que os líderes empresariais europeus estabelecidos no Brasil são enfáticos em afirmar que a reforma de Previdência é a única prioridade neste momento. Não adianta outras medidas econômicas, pois acima de tudo, nosso maior problema é a crise de confiança que assola o país. Sem isto, não há investimento estrangeiro e retomada do consumo por parte da população.

As incertezas fazem com que os investidores estrangeiros procurem mercados mais seguros para investir, gerando uma demanda por moeda estrangeira maior do que a oferta, desvalorizando o real frente ao dólar e como consequência temos aumento de preços e nossa antiga amiga inflação. Ainda assim ouvimos políticos sindicalistas dizerem que não têm pressa com relação às reformas.

Entendo que nosso papel neste momento deve ser de união em torno de um propósito de melhoria da economia para que haja emprego e melhoria na renda. Precisamos informar e sensibilizar a população mais humilde e desinformada sobre estes temas, de forma simples e objetiva, e sem considerarmos questões ideológicas, pois só assim teremos alguma chance de melhorarmos a classe política deste país, pois, como vimos, ninguém sobrevive com promessas e boa intenção.

Claudio Costa é diretor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social