PROBLEMA

Ecoponto do Parque Olímpico está fechado desde dezembro à espera de obras

Ecoponto do Parque Olímpico está fechado para reforma desde dezembro de 2018. (Foto: Natan Lira)

Desde dezembro do ano passado, o ecoponto do Parque Olímpico, em Mogi das Cruzes, fechou para reforma. A previsão era de que o local reabrisse ainda no mês de março, mas até agora as intervenções na estrutura não tiveram início. O que se vê no entorno do equipamento é um verdadeiro lixão.

A Avenida Prefeito Maurílio de Souza Leite está tomada por diversos tipos de materiais, que parecem ter sido despejados de caçambas. Atualmente, são 40 pontos de descarte irregular de lixo monitorados pela Prefeitura. A Secretaria Municipal de Verde e Meio garante que eles não aumentaram depois do fechamento do ecoponto.

Ainda segundo a pasta, os locais frequentemente utilizados para descarte irregular passam por limpeza de forma periódica, porém, a solução definitiva para a questão exige um trabalho de conscientização e fiscalização. É preciso contar com a colaboração da comunidade, abandonando a prática e denunciando sempre que testemunhar alguém praticando algo dessa natureza, gratuitamente, pelo telefone 153.

Porém, tanto na Avenida Julio Simões como em vários pontos é possível encontrar lixo jogado na calçada, alguns deles com características de que estão há bastante tempo no local, como é o caso dos entulhos.

Na altura da Escola Municipal Professora Lourdes Maria Prado Aguiar, há uma grande quantidade de material descartado, com destaque para diversos pedaços de vidro por onde centenas de crianças transitam. Na escola, há uma faixa bem grande com os dizeres “Aqui o mosquito da dengue não entra”. No entanto, com um córrego ao lado e tanto lixo despejado próximo a ele, é difícil garantir a saúde de funcionários e estudantes da unidade de ensino.

Outro problema que pode ocorrer por conta do lixo é a proliferação do Aedes aegypti, já que diversos materiais, incluindo pneus, estão entre os lixos descartados nestes locais. Com a chuva, que ainda é presente nesta estação, podem ser criadas poças de água que contribuem para a reprodução do mosquito.

A justificativa da Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente para o atraso de meses da reforma é de que a Prefeitura fará o trabalho com mão de obra e recursos próprios e que, infelizmente, o período de chuvas provocou atrasos, pois as equipes focaram a atenção no atendimento emergencial da cidade. “Esta semana desmontaremos a estrutura metálica e este espaço será transformado em uma unidade mais moderna, com nova disposição física para o recebimento de materiais, semelhante ao que existe em Jundiapeba”, garantiu o titular da pasta, Daniel Teixeira de Lima.

Em caso de flagrante, é possível aplicar penalidades, cujos valores variam conforme o tipo de material descartado irregularmente. A penalidade mais comum, aplicada no caso de descarte de entulho (restos de construção civil), é de 50 UFMs, o que corresponde atualmente a R$ 8.364,50.