MUDANÇA

EDP reduz atividades em Mogi

VOLUME Após as transferências para a sede do Vale do Paraíba, a unidade de Mogi das Cruzes da EDP ficará com 461 funcionários. (Foto: Eisner Soares)

A construção de uma nova sede da EDP, em São José dos Campos, vai fazer com que 261 funcionários que atuam em Mogi das Cruzes sejam transferidos para a cidade do Vale do Paraíba. Atualmente, são 722 colaboradores próprios e terceirizados no município, número que ficará em 461 com a mudança. Segundo a empresa, a ideia é gerenciar de forma integrada parte da operação do grupo no Brasil.

Na manhã de ontem, o prefeito Marcus Melo (PSDB) contou que, há duas semanas, se reuniu com representantes da companhia e, na ocasião, foi informado que parte dos profissionais não vai ficar na cidade. Ele avaliou como uma “notícia ruim”, do ponto de vista de geração de emprego.

“Mas, de certa forma, são colaboradores de Mogi que vão continuar trabalhando. A EDP fez essa mudança, não consultou o município, simplesmente adotou a medida e nos avisou depois. É um grupo que há pouco mais de uma década foi vendido para um grupo português e hoje tem uma nova composição acionária de um grupo chinês. Sempre ficamos preocupados com a questão da geração de emprego, mas a parte operacional, que tem a maior parte de colaboradores, será mantida”, destacou o chefe do executivo.

A EDP destacou que a decisão faz parte da estratégia da companhia em ampliar a sinergia entre suas áreas internas de forma humana e eficiente, com uma estrutura moderna e sustentável, buscando aprimorar e expandir os serviços em todo o país. A nova sede estará localizada na cidade de São José dos Campos, em um ponto de fácil acesso para as regiões mais distantes da área de concessão da distribuidora no Estado.

Parte das atividades realizadas por alguns setores da EDP em diversas cidades do Brasil, incluindo algumas de Mogi, será feita a partir deste novo prédio. Importante destacar que as operações regionais da distribuidora, como agência de atendimento ao consumidor, centro de serviços de distribuição, equipes técnicas de campo e áreas de projetos e expansão do sistema do Alto Tietê, permanecerão com sua estrutura na cidade.

As obras de construção têm previsão de término em dezembro e a transição será realizada de forma gradativa. Todo o processo ocorre junto aos colaboradores e é acompanhado por uma consultoria externa especializada em gestão de mudança.