JONES FORTE

Ele é lutador, professor e voluntário

Faixa preta de jiu-jitsu e detentor de vários títulos, Jones Forte ensina a arte marcial para jovens e adultos, além de atuar como personal trainer. Também se dedica à ONG Missão Intensidade em busca de doações. (Foto: Eisner Soares)
Faixa preta de jiu-jitsu e detentor de vários títulos, Jones Forte ensina a arte marcial para jovens e adultos, além de atuar como personal trainer. Também se dedica à ONG Missão Intensidade em busca de doações. (Foto: Eisner Soares)

Com seu porte atlético, o professor e lutador de jiu-jitsu chama a atenção em público. Suzanense de nascimento e estabelecido em Mogi das Cruzes há duas décadas, o jovem formado em Química, também trabalhou com máquinas de fliperama até se descobrir como personal trainer e atleta.

Na adolescência, ele não sabia exatamente qual carreira seguir. Até que, por influência do pai, Miguel Forte, que é químico, começou a trabalhar no setor administrativo de indústria química.

Pensando em crescer dentro da empresa, Jones, que já tinha um curso técnico em Química, se matriculou na graduação da área pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) em 1992. Ele teve a oportunidade de atuar no laboratório da indústria, mas percebeu que aquilo não era o que imaginava, e começou a procurar outro emprego.

Naquele ano de 1996, videogames não eram tão comuns dentro de casa, mas sim na rua, em fliperamas. E enxergou aí uma oportunidade para empreender: comprou algumas máquinas e passou a alugá-las para estabelecimentos de Mogi, Suzano e Itaquaquecetuba. O negócio durou até o ano 2000, quando o hábito de comprar fichas para jogar foi praticamente extinto.

Mas isso não fez com que Jones desanimasse. Ele, que fazia musculação desde os 18 anos, percebeu em Mogi uma carência de academias pequenas, de bairro, e então montou uma, a Body, na Vila Oliveira. Para começar, como não podia dar aulas, contratou professores para diferentes modalidades, mas não demorou a ingressar na faculdade de Educação Física, pela UMC.

Durante a graduação, Jones teve o primeiro contato com o jiu-jitsu, arte marcial japonesa que utiliza golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar e dominar o oponente. Na verdade, ele tinha preconceito para com a modalidade, que consiste no contato físico direto com o adversário, mas decidiu participar de uma aula, a convite de um amigo, e se surpreendeu.

Tão logo começou a treinar, ele implementou a luta na academia, e concluindo a 2ª graduação, em 2006, passou a dar aulas por lá. A Body funcionou por mais três anos, e depois disso, Jones se tornou personal trainer e professor de jiu-jitsu, atividades que desempenha ainda hoje.

Jones trabalhou como autônomo em Mogi e Biritiba Mirim até 2010, quando foi convidado a dar aulas da arte marcial na academia Runner. E foi aí que se estabeleceu a equipe Jones Forte Team, que segue até hoje conquistando medalhas e troféus em campeonatos regionais, estaduais e até nacionais. Embora seja possível praticar a modalidade a partir dos 5 anos, Jones leciona para adolescentes e adultos, e como faixa preta 3º grau, detém títulos diversos, inclusive um campeonato mundial.

O atleta também começou a treinar muay thai, modalidade pela qual está na penúltima graduação, a faixa azul escura com ponta preta. E, em todas as fases de sua vida, o trabalho social esteve presente, principalmente por meio da igreja que frequenta, em São Paulo. Até que, no ano passado, essa atividade se intensificou, quando passou a dar aulas na ONG Missão Intensidade, de Mogi.

As aulas logo se transformaram numa conexão forte com a entidade, e em pouco tempo Jones assumiu o setor de doações da entidade, trabalho que desempenha na própria entidade duas vezes por semana. Nos outros dias, ele conta com a ajuda dos alunos, que são incentivados a doar sangue e contribuir com cestas básicas e produtos de higiene.

Aos 46 anos, Jones prefere não se preocupar muito com o futuro, mas tem uma certeza: quer continuar trabalhando com o jiu-jitsu e também ajudando ao próximo. Já no tempo livre, sempre que pode ele viaja com as cinco mulheres de sua vida: a atual esposa, Ana Paula Justino Fortes, que também é personal trainer, e as quatro filhas, Letícia, Julia, Clara e Helena.

Curto-Circuito

Viver em Mogi é… ter oportunidades de cidade grande e tranquilidade de cidade do interior

O melhor da Cidade é… o fácil acesso ao litoral

E o pior? A falta de investimento em bairros carentes e ONGs

Sinto saudades… da minha infância

Encontro paz de espírito… ajudando irmãos necessitados

Meu prato preferido é… arroz, feijão e carne moída

Livro de cabeceira… Bíblia

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa… kimono

O que não tem preço… a felicidade de minhas filhas

Uma boa pedida é… estar com a família

É proibido… ser mau caráter

A melhor festa é… qualquer uma na chácara de meus pais em Biritiba Mirim

Convite irrecusável… um passeio com minha esposa

Meu sonho de consumo é… não tenho nenhum

Qual o melhor espetáculo da minha vida… o nascimento de minhas filhas

Cartão postal da Cidade… um trecho entre minha casa e meu trabalho, no final da tarde tem um pôr do sol maravilhoso;

O que falta na Cidade… um bom prefeito

Qual a química da vida… Deus + Cristo + Espirito Santo = Amor

Deus me livre de… preguiça