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Eleições de ontem e amanhã, na visão de um publicitário

“Eleição municipal é uma outra história, é eleição de síndico de condomínio”

Do alto da fama de publicitário que perdeu apenas seis das 30 eleições que disputou pelo País, Fernando Barros concede entrevista à edição deste final de semana da revista Época e faz um balanço das recentes eleições, demolindo mitos relativos à vitória de Jair Bolsonaro (PSL). Também avalia o futuro, garantindo que poderá se dar mal aquele candidato a prefeito que, em 2020, tentar utilizar a mesma estratégia usada da campanha do atual presidente eleito. Barros começa com uma revelação, segundo a qual, os principais partidos que disputaram o pleito quebraram a cara em suas previsões eleitorais, exceção feita ao ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (PR). “Eles erraram a análise. E feio. Só o Valdemar acertou. Ele dizia: ‘Quem ganhará esta eleição é Bolsonaro. Os outros desdenhavam’”. Diz que faltou “estratégia e identidade na campanha” de Geraldo Alckmin (PSDB. “Foi direto no Bolsonaro. Uma tolice. Tinha de ir (atacar) no PT”, diz Barros, para quem Bolsonaro foi mais competente ao explorar o antipetismo dominante no País, além de ter sido “um fenômeno” no uso das redes sociais, principalmente do WhatsApp. Ele rebate os que dizem que Bolsonaro venceu sem ter tempo na televisão. Barros garante que a exposição decorrente do atentado a facadas sofrido pelo candidato compensou, com folga, o tempo que ele não conseguiu conquistar no horário eleitoral. “A facada deu isso a ele: oito minutos no Jornal Nacional só no primeiro dia”, lembra. Ele também refuta a tese de que o presidente eleito não contou com marketing profissional na campanha. “Bolsonaro quer vender que fez uma campanha simples, autêntica, até porque marketing político virou sinal de embuste”. Barros lembra quantos garotos ficavam o dia inteiro, na casa de Paulo Marinho, alimentando as redes sociais. “Um negócio sofisticado, que ninguém soube fazer”, diz. Após abordar as mudanças nas estruturas de campanhas, o entrevistado fala da angústia vivida pelos políticos tradicionais. “Eles vivem uma situação de pânico, pois sabem que podem ser atravessados por uma novidade em dois ou três dias”, garante, referindo-se ao estrago que pode causar o uso das redes sociais. “Um vídeo, qualquer coisa do dia a dia, pode desencadear um movimento, pode virar uma eleição”. Esta é também, segundo ele, a angústia de quem é prefeito e quer se reeleger. O publicitário diz que todos querem uma campanha como a de Bolsonaro. “Não é assim que funciona. Eleição municipal é outra história, é eleição de síndico.Quem fizer agora previsão para 2020 está sendo soberbo, irresponsável, ou os dois”, garante.

Código de Obras

O projeto de lei complementar que trata do Código de Obras e Edificações de Mogi, entregue à Câmara Municipal no dia 2 de abril passado, continua sendo avaliado pela Comissão de Justiça e Redação. A tramitação de longos oito meses é lembrada na recente edição da revista Profissionais em Foco, publicação da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi.

Procurador

O procurador federal Roberto Cursino dos Santos Júnior foi designado para ocupar o cargo de responsável pela Procuradoria Seccional Federal em Mogi das Cruzes. A decisão partiu do subprocurador-geral federal, Marcelo da Silva Freitas, por meio de portaria publicada, ontem, no Diário Oficial da União. Cursino irá substituir a procuradora Liga Carla Militão de Oliveira Marangoni, dispensada do cargo no último dia 16.

Clicando aves

Acontece amanhã, em Guararema, mais uma edição do Avistando Guararema – Seminário de Observação de Aves, na Ilha Grande, junto ao Rio Paraíba, que busca unir a procura por pássaros à preservação ambiental. O evento terá registro fotográfico de aves nativas e palestras sobre temas ecológicos, entre eles, o Projeto de Conservação do Bicudinho-do-Brejo-Paulista, desenvolvido naquela Cidade. Inscrições pelo e-mail meioambiente@guararema.sp.gov.br , ou pelo telefone 4693-8000.

Obras em praça

O Movimento de Habitação Popular de Mogi encaminha documento ao prefeito Marcus Melo pedindo melhorias na Praça Maria Luiza da Rocha Catenaghi, em Braz Cubas. Entre elas, sanitários para funcionar durante eventos e feiras livres, com cerca de proteção contra vândalos; muro ou grades nos fundos para proteger as casas próximas durante aulas de autoescolas; além de grades nas escadarias e rampa para facilitar o acesso de carrinhos de feira. As reivindicações são feitas pelo presidente João de Oliveira Prado e seu vice, Gustavo Ferreira.

Frase
Ser presidente é como administrar um cemitério. Há um monte de gente embaixo de você, mas ninguém escuta!
Bill Clinton, 72 anos, foi o 42º presidente dos Estados Unidos, por dois mandatos