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Empresas mogianas mudam de de mãos e ganham novos donos

NA AVENIDA Carro antigo, mas muito bem conservado, foi uma atração especial no desfile de aniversário de 459 anos de Mogi, no domingo passado. (Foto: Fábio Palodette)

Compra da Braz Cubas pela Cruzeiro do Sul é o exemplo mais recente

A venda do centro universitário Braz Cubas para o grupo educacional Cruzeiro do Sul é o mais recente caso de uma empresa genuinamente mogiana, cujo controle deixa as mãos de seus fundadores e proprietários, seguindo uma tendência que se acentua cada dia mais no mundo dos negócios atuais, onde as antigas empresas familiares acabam se curvando diante do gigantismo de grandes conglomerados. Grupos que quase sempre atuam apoiados em fundos de investimentos ou investidores estrangeiros. Até agora, tal fato vinha ocorrendo com maior frequência na área da saúde, onde os três principais hospitais privados da cidade – Mãe Pobre, Ipiranga e Santana – passaram para o comando de médios e grandes conglomerados do setor, como os grupos D’Or, Amil e Notre Dame Intermédica. Tal processo atingiu também pelo menos um plano de saúde e algumas unidades do setor farmacêutico, que acabaram sendo absorvidas por grandes redes. Também a UMDI passou para o controle da CDB Medicina Diagnóstica. No setor comercial, há quem se lembre de que a rede Shibata foi substituída na cidade por super e hipermercados do Grupo Pão de Açúcar, com as bandeiras Extra, Compre Bem e Assaí. Tal negócio se deu por conta de uma estratégia da família de origem na região, que usou o contrato com o GPA para alavancar o seu crescimento fora de Mogi das Cruzes, enquanto aguarda o vencimento de prazos para retomar ou renegociar a ocupação de suas lojas, cujos imóveis não foram incluídos nos negócios com os pontos de vendas. E se a saída de cena dessas instituições legitimamente mogianas pode despertar um inequívoco sentimento de perda para a cidade, há que se levar em consideração que tais negócios movimentam, de alguma forma, a economia do município e também fazem com que certas estruturas já arcaicas, baseadas em antigos negócios familiares, recebam um novo tipo de gestão mais moderna e alavancada por futuros investimentos. Em que pese o lado sentimental que envolve essas negociações, a cidade certamente não sairá perdendo com elas. Ao contrário, poderá esperar por novas estruturas que venham reavivar antigos setores, aumentando a concorrência entre eles, em benefício da comunidade. Ao menos é isso que os mogianos esperam.

Negociações

Mesmo procurando manter as negociações em sigilo, representantes da Braz Cubas vinham, já há algum tempo, tentando vender a instituição mogiana para outros grupos educacionais. Uma dessas tentativas ocorreu com a Universidade São Judas Tadeu, da Capital. Apesar de os entendimentos terem avançado, o martelo não foi batido porque as partes não chegaram a um acordo para a concretização do negócio.

Ocupação

A propósito da São Judas, a universidade está ocupando uma das torres do Helbor Trilogy, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC. A princípio, lá estudam cerca de 600 alunos, número que poderá chegar a 2.400 dentro de um ano, caso se concretizem as projeções da direção da instituição. O espaço para a expansão está garantido e previsões feitas com base em detalhadas análises de mercado não costumam falhar.

Homenagem

Por sugestão do vereador Edson Santos (PSD), uma das duas novas creches do distrito de Jundiapeba, a serem inauguradas no próximo sábado, receberá o nome do escritor e ex-colaborador deste jornal, Nelson Albissú. Autor de vários livros infantis e de crônicas, o homenageado atuou na área do teatro e também em projetos voltados para idosos. Morreu aos 68 anos, em 2016, quando trabalhava na Secretaria Municipal de Cultura de Mogi. A outra creche terá o nome de Professora Debora de Siqueira Bitarães Franco.

Excluídos

Evento também realizado em Aparecida, durante o dia 7 de setembro, o Grito dos Excluídos terá sua versão doméstica, neste sábado, em Mogi. Com o slogan “A vida em primeiro lugar”, o movimento deverá se concentrar a partir das 8 horas, junto à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Vila Industrial. Às 10 horas haverá uma celebração interreligiosa, no Largo do Rosário, no centro de Mogi. O bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, e inúmeras entidades, ligadas ou não à Igreja Católica, participarão do evento.

O Grito dos Excluídos nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado.

Definição da Cáritas do Brasil para o evento do próximo sábado, que acontecerá também em Mogi, neste sábado