ARTIGO

Energia Solar

José Francisco Caseiro
ciesp@ciespaltotiete.com.br

A intensidade desse verão, com praticamente um sol para cada cabeça, nos faz questionar se exploramos tudo o que a principal estrela do Sistema Solar tem a nos oferecer. Com um atraso significativo em relação a outros países, o Brasil despertou muito recentemente para o aproveitamento do Sol na geração de energia, mas agora tudo aponta para uma caminhada rápida a fim de corrigir esse atraso e se valer do privilégio de ser um dos países com maior irradiação solar em todo o mundo.

A expectativa de quem atua no setor é de que só neste ano o Brasil dê um salto de 44% na capacidade instalada de energia solar, principalmente através do sistema fotovoltaico – placas que convertem a luz do Sol em eletricidade. Até dezembro de 2018, o setor de energia solar no Brasil possuía 48.613 sistemas instalados. As previsões apontam que, em 2024, serão 887 mil em todo o seu território, resultado da redução do custo de investimento e de linhas de financiamento para esse fim.

Curiosamente, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul são os estados que mais usam a energia solar, o que mostra o potencial gigantesco a ser explorado nos estados do Nordeste, onde o Sol brilha praticamente o ano todo.

Outra mudança que deverá ser acentuada nos próximos anos e impulsionar a geração de energia solar é o seu uso comercial, principalmente pela indústria e da modalidade de uso compartilhado. Hoje, as residências são as principais usuárias no Brasil, porém, a economia de custo e o apelo ambiental de uma fonte renovável colocam a energia solar como uma tendência a curto prazo, juntamente com os processos de incorporação da Indústria 4.0 pelas empresas. Uma das vantagens do sistema voltaico é que por dispositivos móveis é possível monitorar a produção e o consumo de eletricidade.

Não à toa que a Alemanha, um dos países mais industrializados do mundo, é líder no uso de energia solar. Com um detalhe: o País recebe 40% menos irradiação solar que o Brasil. Lá a energia solar representa 45% da matriz energética, enquanto aqui a equivalência é de aproximadamente 1%.

Passou da hora, portanto, de aproveitarmos o Sol para mais do que só um bronzeado.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê