Enfim, a luz

As empresas do Distrito Industrial do Taboão receberam nesta semana uma notícia esperada há tempos: a concessionária EDP Bandeirante irá modificar o sistema de distribuição de energia elétrica, num projeto para ser executado até setembro deste ano. Falhas no abastecimento provocam graves prejuízos ao pool de empresas e centros de distribuição instalados na região destinada ao crescimento do parque industrial de Mogi das Cruzes, por ser considerada legalmente como Zona de Uso Predominantemente Industrial (ZUP1-1). É um dos últimos remanescentes de áreas exclusivas para a atividade fabril da Cidade e da Região Metropolitana de São Paulo, privilegiada pela proximidade com o complexo rodoviário formado pelas rodovias Ayrton Sena, Dutra e o Rodoanel Mário Covas.A inconsistência no abastecimento elétrico é um dos fatores que afugenta novos investimentos e penaliza as empresas em funcionamento. Quando não falta energia, muitas vezes, ele possui uma baixa qualidade. Foram anos de cobranças do poder público e da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) até a conquista de melhorias, que começam a sair do papel. Nesse caso, a substituição de seis quilômetros de cabos existentes na rotatória da Estrada do Taboão, onde está a subestação que atende toda aquela área, e a Estrada Municipal Yoneji Nakamura, e o seccionamento das redes de abastecimento.
As notícias confirmam a importância da pressão exercida pela Agestab em nome das empresas e da comunidade do Taboão. O local, apesar de ter as condições para abrigar mais negócios e movimentar a economia de Mogi das Cruzes, ainda enfrenta dificuldades primárias, como essa questão da energia elétrica. Outras reivindicações são amplamente conhecidas do poder público, como a necessidade de se melhorar os acessos viários que interligam o local às rodovias, existentes ao lado dele.
Em períodos de economia ruim, como o atual, a disposição da concessionária de energia em investir no local é um ponto positivo, em meio a tantas notícias ruins e desalento. Melhorar a estrutura necessária para atender os clientes industriais é uma obrigação. A torcida, agora, é para o cumprimento dos prazos anunciados para corrigir uma falha inaceitável. Basta lembrar alguns dos números do parque industrial do Taboão, onde há 37 empresas, responsáveis pela geração de 1,5 mil empregos diretos e uma movimentação de impostos municipais e estaduais consideráveis. Aliás, esse e outros problemas estruturais motivaram a criação de uma Frente Parlamentar na Assembleia Legislativa. Isso ajuda a mensurar a dificuldade das empresas em conseguir resposta para suas necessidades básicas.


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