CARTAS

Entre bichos e canudos

Mogi foi mais rápida que muitas cidade ao adotar a proibição dos canudinhos de plástico em bares e restaurantes, como forma de controlar uma praga que muito mal vinha fazendo meio ambiente. Além de difícil absorção pelo solo, os canudos eram uma ameaças aos animais, quando jogados em córregos, rios e nos mares. Ficou emblemática a foto de uma tartaruga como canudo enterrado no nariz, usada à exaustão nas campanhas pela substituição dos instrumentos de plásticos por outros biodegradáveis. Mas ainda há muito a ser corrigido. Como o isopor, hoje largamente utilizado para transporte de comida no sistema delivery, e outras embalagens plásticas que acondicionam desde comidas a medicamentos.

Pois bem, essa digressão sobre essas questões ecológicas vieram à baila após tomar conhecimento de um outro ponto ligado à mesma questão de preservação. Estou me referindo aos animais silvestres que são encontrados com frequência cada dia maior nas estradas e outros pontos de áreas urbanas de Mogi. Tanto quanto um sinal de que está faltando espaço para eles nas florestas que ainda restam ao nosso redor, a presença constante desses bichos, geralmente machucados, evidencia a falta de uma estrutura adequada para recebê-los e tratá-los. A cidade que agiu rápido no caso dos canundinhos plásticos não teve mesma eficiência em relação aos animais vivos. Há muito, veja a defesa da necessidade de um centro de triagem e tratamento desses bichos, feita pelo veterinário Jefferson Leite, mas parece que ninguém o ouve. Até quando isso vai continuar assim?

Terezinha Demóstenes

teredemo1970@ hotmail.com


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