HABITAÇÃO

Entrega de 520 apartamentos está com atraso de 19 meses em Mogi

Residenciais Tietê e Maitaca são os condomínios da Porteira Preta que dependem da obra de esgotamento sanitário para receber moradores. (Foto: Edson Martins)
Residenciais Tietê e Maitaca são os condomínios da Porteira Preta que dependem da obra de esgotamento sanitário para receber moradores. (Foto: Edson Martins)

Em dezembro de 2016, o presidente Michel Temer (MDB) esteve em Mogi das Cruzes para a entrega de 420 apartamentos no Bairro da Porteira Preta. À época, foi anunciado que mais 520 unidades habitacionais dos empreendimentos Tietê e Maitaca, na mesma região, seriam entregues ainda naquele mês. No entanto, um ano e sete meses depois segue indefinida a data para que a lista com 14 mil famílias hoje cadastradas à espera da sonhada casa própria seja reduzida.

Os apartamentos estão prontos, mas desde fevereiro deste ano esperam pela rede de esgotamento que, segundo a Prefeitura, é de responsabilidade da construtora Cury, que contou com a ajuda do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae).

O último cadastro de famílias para moradia em Mogi ocorreu em 2009. Desde então, 4.720 unidades foram entregues, sendo que o último condomínio, Manacá, em 7 de agosto de 2017.

Cerca de 34 mil pessoas estão no cadastro da habitação em Mogi, mas só 14 delas atendem aos critérios econômicos. Outra esperança de quem aguarda por um lar está nos apartamentos que são recuperados pela Caixa Econômica Federal (CEF). A última informação da Prefeitura foi de que, por ano, cerca de 50 imóveis são tomados dos moradores quando comprovada a venda ou locação, o que é proibido.

De acordo com a Prefeitura de Mogi, as obras de esgotamento estão na fase final e só após a liberação da CEF deverá ocorrer o sorteio das famílias que irão ocupar as residências.

“No momento, não há novas unidades do programa em construção na Cidade, mas a Prefeitura está insistindo no contato com os governos estadual e federal para que o programa seja retomado e novas unidades possam ser edificadas”, informou a Administração Municipal.

Procurada, a CEF informou ontem que as obras dos empreendimentos estão em andamento e em sua fase final, dependendo de solução do esgotamento sanitário. “Não há previsão, pois depende da conclusão das obras necessárias ao esgotamento sanitário e da legalização do empreendimento junto aos órgãos competentes (Prefeitura/Cartório)”, trouxe a nota enviada a O Diário.


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