Escolas do Alto Tietê adotam nome social de 11 alunos

A informação é oficial, originária da Secretaria de Estado da Educação: pelo menos 11 alunos de estabelecimentos de ensino localizados em cidades da Região do Alto Tietê já fizeram pedidos e foram autorizados a utilizar o nome social durante suas atividades escolares. Nome social é aquele pelo qual pessoas com transtorno de identidade de gênero preferem ser chamadas cotidianamente, em contraste com o nome oficialmente registrado, o qual não reflete sua real identidade. O direito à adoção do nome social é válido, segundo a Secretaria de Educação, “a todos os estudantes transgêneros, transexuais e travestis.”. Tal legislação vigora no setor desde o ano passado. Um balanço feito pela equipe técnica de Diversidade Sexual e de Gênero da Coordenaria de Gestão de Educação Básica, mostra que nos últimos meses, o número de alunos que adotou o nome social saltou de 182 para 290, um aumento de 59%. A maioria desses pedidos foi feita por pessoas que querem ser identificadas pelo nome social feminino, representando 78% das solicitações, enquanto outros 22% são de pessoas que querem ser chamadas pelo nome social masculino. A maior incidência da adoção dos nomes sociais (65%) ocorre entre alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 35% nos ensinos Fundamental e Médio Regular. Do total, 26% possuem menos de 18 anos e 74% têm 18 anos ou mais. Medidas como essas, que pareciam impensáveis até algum tempo atrás, hoje são tratadas naturalmente dentro das escolas. Para o aluno pedir a inclusão do nome social, basta requerer à escola a qualquer tempo, em qualquer período do ano. A escola tem, então, sete dias para incluir o nome social no sistema de cadastro dos alunos, a partir do qual são gerados os documentos escolares de circulação interna – lista de chamada, carteirinha de estudante e boletim. Dos 11 pedidos de utilização de nomes sociais em escolas do Alto Tietê, quatro foram aceitos em Suzano, três em Itaquá e os outros quatro em Mogi, Poá, Ferraz e Santa Isabel (um pedido em cada Cidade).

Mães de Mogi
O grupo formado por mães que tiveram seus filhos assassinados em chacinas ocorridas em Mogi das Cruzes realizará um protesto, amanhã, às 9 horas, diante do Fórum da Comarca local, onde os policiais militares Fernando Cardoso Prado de Oliveira e Vanderlei Messias de Barros deverão ser ouvidos em nova audiência de instrução. O interrogatório estará relacionado com a morte do jovem Rafael Augusto, na Vila Natal.

Paraninfo
O presidente da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), Osvaldo Baradel, será o paraninfo dos 61 formandos dos cursos de Fabricação Mecânica e de Aprendizagem Industrial-Mecânico de Usinagem da Escola Senai Nami Jafet de Mogi. A formatura será no próximo dia 16, às 19 horas, na sede da escola. O convite foi feito a Baradel pelo diretor do Senai, Itamar Rodrigues Cruz.

Candidatura
A pré-candidatura da professora Inês Paz (PSOL) à Prefeitura de Mogi acontecerá neste domingo, às 16 horas, na sede do Sindicato dos Papeleiros, à Rua Francisco Franco. Na oportunidade, o partido irá apresentar também os virtuais candidatos a vereador às próximas eleições. O deputado federal Ivan Valente, o presidente estadual do PSOL, Juninho Jr, e o diretor executivo da Apeoesp, Sérgio Martins, estarão prestigiando o evento.

Lei eleitoral
O deputado estadual e virtual candidato a prefeito de Mogi, Luiz Carlos Gondim Teixeira (SD), reuniu-se com pré-candidatos a vereador do Solidariedade e PTB, no início desta semana, no auditório do Helbor Tower, no Centro. A futura campanha e informações relativas à legislação eleitoral foram os assuntos mais comentados no encontro, que contou com a participação do advogado Luiz Davi Costa Faria, o ex-tucano, hoje sem partido.

COTIDIANO

 Vendedor carrega vassouras e rodos às costas, à procura de compradores, à margem da SP-66, no trecho entre Mogi e Suzano / Foto: Edson Martins
Vendedor carrega vassouras e rodos às costas, à procura de compradores, à margem da SP-66, no trecho entre Mogi e Suzano / Foto: Edson Martins

FRASE

Crimes hediondos como esse demonstram que há uma maldade congênita, que nasce com uns e, felizmente, não com outros da mesma sociedade.

Zuenir Ventura, jornalista, comentando sobre o caso do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro