CARTAS

Esgotos in natura

Causou-me estranheza a matéria publicada no dia 08/05/2019, na página 2 do caderno Cidades do DM, intitulada “Crime ambiental em condomínio”. Ao tempo em que fui responsável pela operação da ETE do Real Park, a mesma atendia os parâmetros de qualidade de seu efluente, conforme estabelecido no artigo 18 do decreto Nº 8.468, de 08 de setembro de 1976, que trata da poluição das águas. É do meu conhecimento que a instalação está devidamente licenciada pelos órgãos ambientais. Trata-se de uma ETE projetada por empresa conceituada, construída dentro dos melhores padrões de engenharia. Se está ocorrendo algum problema em sua operação, isto pode ser corrigido.

Se a questão é indiciar por “lançamento de esgotos in natura” sugiro ao Exmo. Sr. Delegado Del Poente que desça algumas dezenas de metros pela margem do córrego do Sabino, (que recebe o efluente da ETE do Real Park). Constatará que o esgoto coletado no conjunto Cocuera é lançado in natura neste mesmo córrego. Se inspecionar os córregos Lavapés, Botujuru, Corvos, etc, os rios Negro e Ipiranga irá constatar facilmente a existência de inúmeros pontos de lançamento de esgotos in natura nesses corpos d’água, e que o Semae construiu estabelecimentos (redes de esgoto) totalmente, e não potencialmente poluidoras. Como se afirma que a lei existe para ser cumprida por todos, sugiro ao Exmo. Sr. Delegado Del Poente que indicie o Semae pelo mesmo crime ambiental que atribui ao Condomínio Real Park, ou seja, lançamento de esgotos in natura nos rios e córregos de Mogi das Cruzes.

Eng. José Roberto Kachel dos Santos

robertokachel@hotmail.com