CRONICA

Espanta rolinha

Gê Moraes

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Em uma casa composta de cômodo e cozinha, Zé Modesto mora só, desde que recebeu um chega pra lá da mulher que não quis mais saber dele, bateu asas e voou para cantar em outro ninho. O modesto Zé podia ter lá os seus defeitos, mas de um, ninguém seria capaz de acusá-lo: o de ser preguiçoso, pois o homem era um verdadeiro pé de boi para trabalhar. Tanto que naquele dia, levantou-se no horário de costume, preparou e tomou seu café, fechou a casa e saiu para cumprir mais uma jornada de trabalho.

Na casinha de cômodo e cozinha, que fechada se achava, de um botijão o gás vazava – por conta de um defeito no registro. Na recém construída casinha de Zé, a energia elétrica ainda não havia sido ligada, e ao cair da noite, entorpecido pelo cansaço, ele volta para casa, abre a porta, risca um fósforo para acender a vela e… Buuuuuuuumm! Tudo foi para os ares. Certo? Errado! Tudo levava a crer que sim, mas a bem da verdade, nada, absolutamente nada aconteceu ao Zé. Ele esta ali, inteirinho, com tudo nos seus devidos lugares. Sabe por quê? Porque homens como o Zé Modesto, Deus não se apraz em levar, pois sabe que pessoas como ele é que fazem com que o mundo gire com um pouco mais de qualidade.

Por isso, se amanhã ou depois, você sair ileso de qualquer situação que caracterize morte certa, questione-se: será que estou contribuindo com tudo que posso e devo para que as coisas ao meu redor fluam e alcancem o mais alto grau de excelência de qualificação da escala ISO?

Mas, cá entre nós, você não vai querer enfrentar uma situação de extremo perigo e dela sair sem o menor arranhão, para cair na real e perceber que você é especial, vai?

Assim sendo, saia do lugar comum, deixe a eterna mesmice de lado, rompa a bolsa d’agua e nasça para uma vida fértil e fecunda. Seja feliz e trabalhe para que outros também possam ser. Portanto, vá em frente, faça sua parte bem feita, e aprenda mais esta: espanta rolinha é diarreia forte, viu?.

Gê Moraes é cronista

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