EDITORIAL

Estação demorada

Ainda que sem a afilidade esperada desde os primeiros anúncios oficiais sobre a obra, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltou a dar alguma esperança aos mogianos em relação às obras de reconstrução da Estação Ferroviária de Mogi das Cruzes.

Segundo notícia publicada ontem neste jornal, a empresa decidiu retomar o projeto que servirá de base ou referência para a futura obra.

Pouco ainda se sabe sobre o que foi encomendado à firma especializada que ficará responsável pelo planejamento da nova Estação. Mas as primeiras especulações dão conta de que a futura estrutura deverá interligar as duas linhas férreas que servem à Cidade, devendo oferecer aos usuários a modernidade que eles tanto esperam e reivindicam, como a chegada de escadas rolantes, acomodações mais confortáveis e a eliminação dos criminosos vãos entre as plataformas de embarque e desembarque e as composições, que tantos acidentes já provocaram.

Junto com tudo isso espera-se que a obra inclua em seu planejamento a implantação da esperada passarela para pedestres que deverá interligar a gare ferroviária ao Terminal Central de Ônibus da Rua Flaviano de Melo, de maneira a permitir a interação entre os dois modais de transporte de passageiros, possibilitando a integração real com passagem única para ambos, o que reduziria o custo das viagens para os usuários.

É preciso lembrar, no entanto, que o prometido projeto para a futura Estação Ferroviária ficará pronto somente no próximo ano. E que só após ficar de posse do projeto é que a CPTM deverá abrir licitação para contratar a empresa que ficará responsável pela obra propriamente dita.

Algo que deverá consumir mais um bom tempo, certamente alguns longos anos, se não houver uma ação política mais forte a impulsionar e a exigir a rapidez que Mogi espera para a conclusão de algo que o Estado insiste em retardar ao máximo, sabe-se se lá por quais motivos.

Vale citar aqui que esperava-se este obra para ser inaugurada em conjunto com o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, o que, obviamente, não aconteceu. As razões para isso também não foram devidamente explicadas.

Mas agora surge uma nova esperança no ar e o que se espera é que desta vez tudo caminhe com a rapidez que todos esperam e não seja apenas mais uma promessa de véspera de eleição. E que o governo saiba disso desde já, pois certamente será cobrado pelos mogianos que, a partir do próximo ano, poderão ter aumentada a sua representação nas áreas federal e estadual, com novos deputados que saberão exigir aquilo que muito se prometeu e pouco se fez até agora em favor de um transporte ferroviária à altura das necessidades e expectativas de Mogi e demais cidades do extremo Leste da Capital.