EXPECTATIVA

Estado deve definir flexibilização na região nesta quarta-feira

EXPECTATIVA Autorização pode ser anunciada a partir da avaliação do número de casos e da capacidade de leitos. (Foto: arquivo)

Mesmo diante do aumento da circulação do vírus e do número de óbitos de Covid-19, o Alto Tietê se prepara para retomar algumas atividades a partir desta semana. A autorização para iniciar a flexibilização pode ser anunciada ainda hoje pelo governo, a partir da avaliação do número de casos e da capacidade instalada de leitos, que está sendo reforçada com ao envio de 20 respiradores prometidos pelo Estado à região. O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, informou que os equipamentos deveriam ser encaminhados ainda ontem, mas até a noite desta terça-feira ainda não tinham chegado.

Mogi das Cruzes deve ficar inicialmente com a metade desses equipamentos, conforme previsão do prefeito Marcus Melo (PSDB), que na tarde de ontem retomou as atividades presenciais na Prefeitura de Mogi, após a divulgação dos resultados dos testes comprovando que ele está curado do coronavírus. Assim que deixou sua casa, onde cumpria quarentena desde o dia 8 de maio, o prefeito deu uma volta pela cidade, passou pelo Hospital de Campanha e seguiu para a Prefeitura. A mulher e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Karin Melo, assim como os dois filhos e um sobrinho fizeram novos testes e esperam os resultados ainda hoje.

VOLTA Melo retomou atividades presenciais na Prefeitura, após testes comprovarem a cura da Covid-19. (Foto: arquivo)

Existe expectativa positiva por parte de Melo sobre a mudança da classificação da região da fase 1 (vermelha) para a dois (laranja), previstas no Plano São Paulo, que permite a reabertura com restrições de atividades imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shoppings centers. Ele acredita que as possibilidades de Mogi e região subirem de fase aumentaram com a atualização dos estudos sobre números da região a respeito da evolução da pandemia diante da quantidade de leitos hospitalares disponíveis, apresentados na segunda-feira pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) ao Comitê Estadual da Covid-19, que deve emitir opinião hoje.

O que preocupa é que a flexibilização pode ocorrer com circulação de vírus respiratórios em alta e a previsão de que o pior ainda está por vir. Como convencer as pessoas de que apesar de reabertos, elas não devem ir ao shopping, por exemplo? Melo explica que tudo será feito de forma consciente, segura, transparente, seguindo os indicadores locais sobre a pandemia. “As medidas de isolamento continuam valendo e, se for observado agravamento da situação, teremos que rever a situação e adotar medidas mais rígida”, alerta.

Reunião debate sobre cloroquina

A Comissão de Saúde da Câmara de Mogi quer realizar um encontro com a direção do Hospital Municipal de Braz Cubas, com a presença também do secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, para voltar a discutir protocolos de uso da hidroxicloroquina e o atendimento que vem sendo oferecido nas unidades especializadas em Covid-19 no município.

A sugestão foi feita durante a sessão de ontem pelo vereador e médico Péricles Bauab (PL) ao cobrar explicações sobre a hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus. Favorável ao uso do medicamento, ele pede que a Câmara convoque o diretor técnico do Hospital Municipal, Sidnei Mori, para informar de que forma isso vem acontecendo. “Não sabemos nada sobre essas questões, e acho que é importante saber se o remédio vem sendo aplicado em qual estágio da doença, porque são maiores as chances de sobreviver se o procedimento ocorrer nos primeiros sete dias da doença, senão não adianta quando o paciente já está em estado grave”, comenta.

Os vereadores Caio Cunha (PODEMOS) e Mauro Araújo (MDB) disseram que também vêm recebendo denúncias de pacientes sobre falta de profissionais e demora para atendimento no Hospital Municipal. Teve ainda reclamação de falta de climatização no Hospital de Campanha, instalado na avenida Cívica, no Mogilar. “As pessoas reclamam que faz muito frio no local. Isso é complicado para quem está com doença respiratória”, reforça Cunha.

A Prefeitura, em nota, informa que Mogi das Cruzes adota um protocolo técnico elaborado pelo Comitê Gestor do Coronavírus e a indicação dos medicamentos é feita com base em critérios médicos. Questionada sobre o Hospital de Campanha, a Secretaria Municipal de Saúde alega que “já está tomando providências para melhorar o conforto térmico, com aquisição de aquecedores, e a equipe também está atenta para oferecer cobertores suplementares aos pacientes sempre que necessário.


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