ARTIGO

Estamos derretendo!

Claudio Costa

claudiocosta.provider@uol.com.br

Com certeza, esta foi a frase mais ouvida, na última segunda-feira, por conta da queda acentuada dos mercados ao redor do mundo. A princípio, em razão do coronavírus e o impacto na economia mundial como um todo, ocasionando a diminuição significativa do consumo de petróleo. E, como consequência, a Opep (entidade que congrega os produtores mundiais) decidiu diminuir a produção para equilibrar oferta e manter os níveis de preço do barril. Tudo certo, se os russos, que não fazem parte da Opep, aceitassem. Porém, eles decidiram continuar o ritmo de produção atual provocando os produtores árabes que, imediatamente, reagiram e decidiram aumentar a produção e diminuir o preço do barril.

O impacto desta guerra comercial foi profundo na economia mundial que já vem diminuído o ritmo desde início do ano e mais profundo ainda na economia brasileira que, em um só dia, fez a Petrobras perder R$ 91 bilhões em valor de mercado, sem contar o dólar que, mais uma vez, disparou.

Ainda é relativamente cedo para imaginarmos os estragos, mas uma coisa é certa, pois todas as incertezas advindas desta crise irão impactar, mais uma vez, no crescimento econômico do País.

A equipe econômica vem tentando administrar o dia a dia da economia com ações de redução de juros e estímulo a crédito que ainda não se mostraram sustentáveis, pelo contrário, afugentaram mais ainda os investidores estrangeiros do mercado brasileiro.

Está na hora de abrirmos mãos de parte de nossas reservas cambiais e investirmos de vez em obras de infraestrutura, iniciando assim uma retomada sustentável de geração de emprego e renda.

Boa sorte a todos e forte abraço.

Claudio Costa é economista e diretor de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Mogi das Cruzes


Deixe seu comentário