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Estimativa do IBGE: Mogi tem 445.842 habitantes

LIDERANÇA Mogi das Cruzes permanece como a maior cidade de toda a região do Alto Tietê. (Foto: arquivo)
LIDERANÇA Mogi das Cruzes permanece como a maior cidade de toda a região do Alto Tietê. (Foto: arquivo)

A mais nova pesquisa sobre a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a região do Alto Tietê cresceu um pouco mais do que a média nacional neste ano e abriga 1.652.773 moradores. Na previsão do ano passado, esse número era 1.634.420, o que representa aumento de 1,1%, ou exatos 18.353 novos moradores. O Brasil tem hoje 210 milhões de pessoas, o que confere um crescimento médio de 0,79%.

Mogi das Cruzes segue como a maior cidade do Alto Tietê com 445.842 habitantes, 1,1% a mais do que em 2018, quando esse total era 440.769. Arujá tem a maior taxa de crescimento, 1,5%, mas registra a mesma queda que todos os demais vizinhos ostentam na comparação entre os dois períodos. Na última pesquisa de estimativa populacional, ela possuía 88.455 habitantes. Agora são 89.824. Entre 2017 e 2018, a cidade conhecida pelo aumento dos condomínios de médio e alto padrão na última década cresceu 2,34%.

Depois de Mogi das Cruzes, na segunda colocação do ranking regional está Itaquaquecetuba, com 379.821 residentes, ante 366.519 estimado no ano passado. A maior parte das demais cidades atinge percentual semelhante de expansão populacional, entre 1% e 1,1%. As exceções são Poá (0,7%), com 117.452 habitantes, e Salesópolis (0,6%), 17.139.

No ano passado, o IBGE previu um crescimento regional de 1,53%, o que confirma a manutenção do ritmo verificado na maior parte desta década, quando apenas em 2013, houve ascensão considerável. Naquela pesquisa, Mogi das Cruzes, por exemplo, alcançou uma taxa anual de 2,3%, como destaca o jornalista Castro Alves, da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Mogi. A pesquisa do IBGE apontou um salto de 387.769 de 2010, ano do Censo Populacional, para 414.907, um feito não repetido mais até aqui (veja matéria nesta página).

A estimativa nacional aponta um crescimento de 0,7% da população brasileira, que chega 210,1 milhões de brasileiros, 1,6 milhão a mais do que no ano passado. Um em cada três brasileiros mora em cidades com mais de 500 mil habitantes, caso de capitais e grandes municípios como Guarulhos, no nosso entorno, com 1,3 milhão de moradores. Quando são observadas as cidades com mais de 100 mil habitantes, a relação de busca por moradia e emprego nos grandes centros urbanos se acentua: elas concentram mais da metade da população brasileira, com 120 milhões de pessoas (57,4%). Nesse grupo, das maiores dos 100 mil cidadãos, estão 324 das 5.570 unidades federativas.

A maior parte do Brasil é formada por cidades com menos de 20 mil moradores. Elas somam 3.797 territórios municipais, ou seja, 69,2% de todo o País. Nelas vivem 32 milhões (15,3%) da população nacional.

São Paulo lidera o ranking estadual, com 45,9 milhões de habitantes, 21,9% do contingente brasileiro, seguido por Minas Gerais, com menos da metade desse total (21,2 milhões) e o Rio de Janeiro (17,3 milhões).

Entre as cidades mais populosas do país estão São Paulo (12,25 milhões), Rio de Janeiro (6,7 milhões) e Brasília (3 milhões). A menor do Brasil é a Serra da Saudade, com 781 pessoas, e o título de menor do Estado de São Paulo permanece com Borá (836).

Na região, a menor cidade é o berço do Rio Tietê, Salesópolis, com 17.129 pessoas e um crescimento de 1%. Na sequência aparecem Guararema (29.798) e Biritiba Mirim (32.598).

Taxa de Crescimento Populacional
CIDADE 2017 Crescimento (%) 2018 Crescimento (%) 2019 Crescimento(%)
Arujá 86430 1,44 88455 2,34 89824 1,5
Biritiba Mirim 31793 1 32251 1,44 32598 1
Guararema 28978 1,1 29451 1,63 29798 1,1
Itaquaquecetuba 360657 1,09 366519 1,62 379821 1,1
Ferraz 188868 1,1 191993 1,65 194276 1,1
Mogi das Cruzes 433901 1,07 440769 1,58 445842 1,1
Poá 115488 0,73 116530 0,9 117452 0,7
Salesópolis 16903 0,63 17022 0,7 17139 0,6
Santa Isabel 56014 0,97 56792 1,38 57386 1
Suzano 290769 0,94 294638 1,33 297637 1
Total 1609801 1,04 1634420 1,53 1652773 1,1
Fonte: IBGE

Localização explica taxa acima da média

Em uma avaliação sobre o crescimento da estimativa da população mogiana e regional, o arquiteto Claudio de Faria Rodrigues, secretário municipal de Planejamento, afirmou que a confirmação da taxa acima da média deve-se à localização das cidades do Alto Tietê, além da expansão de núcleos residenciais que ainda se ressente da crise econômica, mas já dá alguns sinais de recuperação.

FUTURO Claudio de Faria Rodrigues destaca expansão de núcleos residenciais. (Foto: arquivo)

Mogi, por exemplo, argumenta ele, se mantém como um condutor da economia, com a chegada de empresas e a construção de residenciais em regiões como Jundiapeba e Braz Cubas, que ganharam conjuntos populares, muitos dos quais, ocupados a partir do final de 2018, na região da avenida Kaoru Hiramatsu, no bairro da Porteira Preta; além de César de Souza, Nova Mogilar, parte do Botujuru e Rodeio.

No programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, começou a ser entregue em dezembro de 2018 a primeira parte das 1,2 mil unidades construídas.

O ritmo do crescimento mogiano deverá se manter, segundo acredita Rodrigues, que trabalhou com esses números e perspectivas na elaboração do Plano Diretor em fase de conclusão. “As cidades da Região sofrem a pressão por habitação na Região Metropolitana de São Paulo. E, em Mogi, em particular, nós estamos acompanhando a ocupação de territórios ainda sem construções, como na faixa entre o Rodeio e César de Souza, onde teremos o empreendimento na Fazenda Rodeio, e no futuro próximo, e em Jundiapeba, ao lado da avenida das Orquídeas, que foi aberta neste ano”.

As novas construções promovem um outro processo. “Há uma oxigenação do mercado imobiliário porque enquanto pessoas mudam para a casa própria, outras são acomodadas nos imóveis que ficam vazios”.

Se o adensamento urbano e o crescimento populacional movimentam a economia, por lado, com a expansão de segmentos como a construção civil, comércio e serviços, e etc., por outro, o ritmo dessas mudanças impõem alerta sobre a capacidade de o município prover os serviços públicos. “Esse é o grande desafio das cidades. Mogi, nesse aspecto, busca cumprir um planejamento que atenda o cidadão, com leis como a do Plano Diretor, que visa dotar a cidade de meios que promovam as centralidades, onde o indivíduo possa morar e trabalhar mais perto, ter acesso à saúde, ao lazer e à educação”, reforça.

Censo 2020 ajustará dados próximos da realidade

A divulgação de mais uma estimativa populacional brasileira desperta atenção sobre a proximidade da realização do Censo 2020, prevista para o ano que vem. O jornalista Castro Alves Bruno, que coordena estudos estatísticos na Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura, lembra que os dados trabalhados até aqui são previsões, enquanto o Censo Populacional do IBGE, a cada dez anos, ajusta informações mais próximas da realidade.

A futura pesquisa poderá trazer novidades por conta do crescimento da malha de conjuntos populares governamentais e privados em regiões como Jundiapeba, Braz Cubas e César de Souza, principalmente.

Castro Alves lembra que Jundiapeba, por exemplo, recebeu centenas de unidades a partir de 2010. Apenas na modalidade ‘Minha Casa, Minha Vida’, a Prefeitura divulga a entrega de 5,2 mil moradias (nesse número também estão as de Braz Cubas, no bairro da Porteira Preta, onde há módulos ainda a serem entregues).

Em Jundiapeba, a estimativa de 2018 era de 55.907 habitantes, e foi composta pela taxa de crescimento populacional anual. Na Prefeitura, o cruzamento de dados como habitacionais e educacionais apontam para um número entre 65 mil e 70 mil moradores.

Uma região que poderá surpreender no Censo 2020 deverá ser a de César de Souza, que possuía, no ano passado, 34.845 mil. “César recebeu centenas de novas famílias nos empreendimentos construídos na região central do distrito”, comentou o jornalista. Na mesma linha está o Nova Mogilar, agora com empreendimentos com uma maior taxa de ocupação, mesmo considerando-se a crise econômica a partir de 2017.