CULTURA

Estúdio Municipal de Áudio e Música de Mogi completa quatro anos de atividades

Em quatro anos de atividades, o equipamento que é resultado de diálogos com a classe artística, tem contribuído também para a preservação da memória cultural de Mogi das Cruzes. (Foto: divulgação - Ney Sarmento - PMMC)
Em quatro anos de atividades, o equipamento que é resultado de diálogos com a classe artística, tem contribuído também para a preservação da memória cultural de Mogi das Cruzes. (Foto: divulgação – Ney Sarmento – PMMC)

O Estúdio Municipal de Áudio e Música (Emam) completa amanhã quatro anos de atividades com registro de 79 projetos, sendo 64 já finalizados, três em fase de produção e mais 12 que serão gravados em breve. O equipamento surgiu a partir de diálogos com a classe artística, realizados pela Secretaria de Cultura e Turismo.

O primeiro estúdio público de gravações da cidade, já foi responsável, ao longo de sua trajetória, pelos projetos de CDs musicais a obras de acessibilidade literária, como audiolivros, audiopoemas e também projetos de preservação da memória cultural do município.

A seleção de projetos para gravação no Emam se dá por meio de editais, que são abertos e disponibilizados a todos os artistas locais. Uma comissão faz a análise das propostas inscritas e, com base em critérios técnicos, emite a lista dos contemplados.

DIFERENCIAL O artista conta com o Emam para projetos de gravação de CDs a obras de acessibilidade literária, conforme destaca o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori. (Foto: arquivo)

Desde que foi inaugurado, o estúdio municipal já abriu quatro processos seletivos. Neste ano, a seleção se estendeu entre 12 de abril e 31 de maio e culminou com a aprovação de dez projetos, sendo 7 da modalidade CD autorial, 2 CD cover e um da modalidade artista mirim, que foi uma novidade no edital deste ano.

Também neste ano aconteceram diversos lançamentos de CDs gravados no equipamento durante a programação de festivais e agenda de eventos do município. Foram quatro lançamentos no Festival de Verão e outros cinco durante a programação do Festival de Inverno Serra do Itapety.

“Poucas cidades têm um equipamento como o Emam e também essa política de total suporte ao artista, desde o momento em que ele inicia a gravação do seu projeto até o lançamento do seu trabalho. Este é um diferencial da cidade e prova do respeito e do estímulo que temos com a produção cultural local”, destaca o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori.

O estúdio possui 73,10m² de área construída, divididos três partes: Sala Técnica, Sala A de gravação e Sala B de gravação.

O espaço é climatizado, possui tratamento termoacústico e está equipando com o que há de mais moderno no mercado, visando atender a todas as necessidades específicas das produções audiofonográficas. Nele, é possível gravar desde produções individuais, instrumento por instrumento ou até mesmo produções maiores como corais, bandas, grupos e outros.

O espaço oferece ainda a possibilidade de gravação ao vivo de diversos instrumentos, todos monitorados devido à possibilidade de captação de 16 canais simultâneos, além de ter uma sala separada para a captação de algo mais sensível. É possível, por exemplo, haver uma orquestra gravando na Sala A e, simultaneamente, um violonista gravando na Sala B. O estúdio conta ainda com equipe técnica disponível.

Os projetos em fase de produção que totalizam três foram aprovados em editais passados e outros 12 correspondem a 10 trabalhos aprovados no edital aberto em 2019 e outros dois EPs que resultam do Prêmio Jovem da Música (FEEM), das edições de 2018 e 2019.

O equipamento foi construído no piso superior do prédio do Centro de Cultura e Memória “Expedicionários Mogianos” (Museu dos Expedicionários) e funciona de terça-feira a sábado, das 8h às 17h em dias úteis e, aos sábados, das 10h às 17h.

Deixe seu comentário