REUNIÃO

Estudo mantém praça de pedágio em Mogi das Cruzes

POLÊMICA Estudo da Artesp previa um pedágio na rodovia Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)
URGENTE Apesar de se mostrar sensível ao pleito mogiano, o vice-governador Rodrigo Garcia não descartou a instalação de um pedágio em Mogi. (Foto: arquivo)

Em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, o vice-governador Rodrigo Garcia afirmou que as adequações ao projeto de concessão das rodovias litorâneas caminham para reduzir em até 90% o impacto da cobrança do pedágio a Mogi das Cruzes e Região. Apesar de se mostrar sensível ao pleito mogiano, Garcia não descartou a instalação de um pedágio em Mogi das Cruzes no lote de concessões. O encontro entre o empresário Paulo Boccuzzi, um dos líderes do movimento Pedágio Não, foi articulado pelo deputado estadual Marcos Damásio (PL).

O vice-governador teria se mostrado ciente da reação popular mantida desde meados do ano passado quando começaram a ser divulgados os detalhes da nova praça de pedágio, prevista, inicialmente, para o quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra.

Apesar disso, ele não acena com a retirada da praça de cobrança do projeto, mas afirmou que haverá uma redução do impacto financeiro para os usuários e para a cidade.

“Foi um primeiro contato, em que tive apenas 10 minutos para mostrar os nossos argumentos contra o pedágio, agora, vamos esperar um novo encontro”, disse Boccuzzi.

O Diário antecipou na edição desta quinta-feira que um dos locais estudados para a instalação do pedágio fica no trecho da Mogi-Dutra, entre Mogi das Cruzes e Arujá, que está sendo duplicado.
No encontro de ontem, não se falou sobre aonde a praça de cobrança deverá ser instalada. Somente a conclusão e a divulgação dos estudos da Artesp esclarecerão esse ponto. Paulo Boccuzzi teme que a região que vier a ser afetada com o pedágio não tenha o mesmo poderio de organização dos bairros da Serra. “O movimento Pedágio Não deverá se manter articulado”, comentou, citando que os argumentos técnicos e jurídicos serão de valia para os desdobramentos possíveis a partir das definições que serão feitas pela Artesp.

Garcia teria ainda elogiado a mobilização mogiana. “Ele citou a articulação popular e político do movimento Pedágio Não como um fator importante”, disse o líder, destacando, no entanto, que os próximos passos a serem dados serão definidos pelas lideranças participantes do grupo que já possui mais de 43 mil adesões a um abaixo-assinado físico e virtual contra a proposta da Artesp.

Além do encarecimento do custo de vida e da produção de toda a cadeia econômica da cidade (indústria, comércio, agricultura e prestação de serviços), o principal argumento é a inexistência de uma contrapartida que justifique a inclusão da Mogi-Dutra em um lote de concessão que irá atender as cidades do litoral. Pelo que se sabe do projeto, algumas intervenções pontuais, como a duplicação da Estrada do Pavan, estão previstas, mas nada que se converta em conquistas reais para a mobilidade da cidade.

No último sábado, durante protesto contra o pedágio, os manifestantes garantiram que a campanha continuaria com a mudança do ponto de instalação para outro local da cidade.


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