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Ex-candidato a prefeito tem planos para 2020

Fernando Muniz deve concorrer a uma vaga na Câmara de Mogi

O advogado mogiano Fernando Muniz, entrevistado na edição de ontem deste jornal sobre a nova modalidade de ação de usucapião que não necessita passar pelo Judiciário, tramitando apenas por cartórios de notas e imóveis, é o mesmo que disputou a eleição para a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, em 2012, no lugar do então deputado Luiz Carlos Gondim Teixeira, que desistiu de concorrer, algumas semanas antes do pleito. Mesmo sem conseguir se eleger, o jovem iniciante na política saiu-se muito bem durante a campanha e até em participações nos debates com veteranos candidatos da cidade. Logo após a eleição, Muniz foi convidado pelo prefeito eleito Marco Bertaiolli (PSD) para trabalhar na Prefeitura, onde acabou ficando numa espécie de “geladeira”. Terminada a experiência, ele passou a se dedicar às atividades advocatícias, mas não deixou a política de lado. E atualmente atua também como assessor do deputado federal, Guilherme Derrite (PP-SP), com foco em ampliar a atuação do parlamentar, delegado de polícia afastado, em Mogi e região, por meio de ajuda a instituições e entidades com emendas parlamentares. Ao mesmo tempo, busca abrir caminho para uma atuação política maior do Delegado Derrite na cidade. Natural de Sorocaba, o deputado mora na Capital, concentrando sua ação política por toda a região. Ele conheceu Fernando Muniz que, a princípio, trabalhou como assessor jurídico em sua campanha eleitoral e, após a vitória, foi chamado para integrar a equipe do parlamentar. Após disputar o cargo de prefeito de Mogi, Muniz se filiou à Rede, partido do qual se desligou, no final do ano passado. Embora já tenha recebido convites do PP e outras agremiações, ele ainda estuda propostas, de olho nas eleições municipais do próximo ano. “Meu projeto é concorrer a vereador, mas dependendo do cenário, posso voltar a disputar o cargo de prefeito ou vice”, diz Muniz, que deve mesmo sair candidato a uma vaga na Câmara Municipal.

Pico do Urubu

O editorial deste jornal abordando a situação atual do Pico do Urubu repercutiu na Câmara. O vereador Marcos Furlan (DEM) cobrou mais fiscalização na estrada que leva Pico para que o local seja destinado exclusivamente às práticas de turismo e esporte. “O local não pode ser transformado em ponto de consumo de álcool, drogas e realização de raves”, disse Furlan, que já havia alertado para o problema e parabenizou a publicação de O Diário.

Praças

A empresa Rgse Projetos e Engenharia Ltda foi a vencedora da concorrência aberta pela Prefeitura de Mogi para gerenciar as obras e serviços de reforma de três praças da área central da cidade: Diego Chavedar, próximo à estação ferroviária central; a tradicional Owaldo Cruz e Sacadura Cabral, que praticamente desapareceu com as as obras dos túneis sob a linha férrea. O trabalho deverá custar R$ 368.825,39.

Adiada

Foi suspensa, de última hora, a reunião que a Comissão de Transportes da Câmara, presidida pelo vereador Jean Lopes (PC do B), pretendia realizar, ontem de manhã, com representantes da CS Brasil e Princesa do Norte para discutir questões de acessibilidade e qualidade do transporte coletivo na cidade. As empresas, entretanto, enviaram ofícios denegando os convites, sob alegação de que não huve tempo suficiente para designar representantes para o encontro. Os ofícios da Comissão convidando para o encontro foram enviados na quinta-feira passada, véspera do feriado da Paixão.

Vôlei

A Prefeitura de Mogi abortou, ao menos provisoriamente, o projeto para montagem de uma equipe de vôlei profissional na cidade. Motivo: o Corinthians Paulista, que seria parceiro do município na empreitada, desistiu da ideia, após desclassificação de sua equipe na disputa da Super Liga. Além disso, desencontros entre a diretoria corintiana e a agência de marketing que iria cuidar da publicidade da equipe contribuíram para a decisão. A ideia original, entretanto, não está descartada por inteiro e poderá ser retomada no próximo ano.

A virtude, como os corvos, faz seu ninho entre ruínas.

Anatole France (1844-1924), escritor francês, autor, dentre outros, de O Crime de Silvestre Bonnard, premiado pela Academia Francesa