INFORMAÇÃO

Ex-prefeito dá explicações sobre avenida Miguel Gemma

Junji Abe relembra os fatos que antecederam os problemas na via

O ex-prefeito Junji Abe (MDB) procurou este colunista para dar comentar acerca dos problemas verificados na avenida Miguel Gemma, no Socorro, durante a sua administração. Junji afirmou que, ao contrário do que disse a empreiteira que fez a obra, foi apresentado à CTP Construtora Ltda, de Suzano, um projeto executivo para duplicação da avenida e implantação de ciclovia, que incluía até mesmo um projeto específico de drenagem, encomendado junto à Tempro – Tecnologia de Engenharia e Projetos. Segundo Junji, no momento da concorrência pública para contratação da empreiteira que executaria a obra, a vencedora “mergulhou 43%” no preço exigido, ou seja, apresentou uma proposta muito abaixo do valor estabelecido pela Prefeitura para a obra. Junji diz que a administração questionou tal “mergulho” junto ao Tribunal de Contas do Estado, mas a empresa recorreu e ganhou o direito de execução. Segundo o ex-prefeito, logo após iniciar o serviço, a empresa o procurou para que fossem feitos aditivos, ou ajustes, ao valor da obra, o que teria sido negado pela Secretaria de Assuntos Jurídicos. “Disse ao proprietário, em alto e bom som, que não poderíamos atendê-lo em função das exigências do TCE”, contou Junji. As primeiras fiscalizações indicavam que a obra caminhava dentro do que estipulava o projeto, mas à medida que os serviços chegaram à reta final, a empresa passou a apresentar serviços de péssima qualidade e que não coadunavam com o projeto executivo, deixando de atender até mesmo a parte da drenagem. “Quando detectamos os problemas, nós suspendemos o pagamento final e o caso foi parar na Justiça”, diz Junji, lembrando que àquela altura, seu governo chegou ao fim. Após a troca de comando da Prefeitura para Marco Bertaiolli, o assunto continuava na área da Justiça e, em lugar de optar pela continuidade do enfrentamento, a administração optou por um acordo com a empresa para que parte da obra fosse refeita. “Não quero entrar no mérito se o acordo foi bom ou ruim para o município, mas, com isso, ficou a imagem de que a administração de Junji Abe tinha sido a responsável pela péssima realização da obra”, disse Junji, que isenta totalmente o seu então secretário Aroldo Saraiva de qualquer responsabilidade pela obra, que teria sido projetada pelo secretário de Planejamento, João Chavedar, com o apoio do secretário de Obras, Otacílio Leme, responsável pela fiscalização dos trabalhos. Junji também lembra que quando assumiu a Prefeitura, após a administração de Waldemar Costa Filho, houve um problema parecido, um afundamento de solo na avenida GM, no Taboão, que foi resolvido, por meio de um acordo entre a empreiteira, a Prefeitura, com ajuda da montadora. Ele lembra que na época da duplicação da Mogi-Biritiba, pelo DER, aquele trecho poderia ter sido incluído como parte da obra, assim como ele fez com a duplicação da avenida Francisco Nogueira, quando o Estado foi duplicar o trecho inicial urbano da Mogi-Bertioga. Isso, entretanto, não ocorreu.

Ao vivo

O Facebook de Jair Bolsonaro transmitiu ao vivo o momento em que o presidente sancionou a lei de autoria do deputado federal mogiano, Marco Bertaiolli (PSD), que possibilita às micros e pequenas empresas de todo o País, optantes do Simples, negociar com a Receita Federal, seus débitos com descontos de até 70% no valor de juros, multas e encargos, além de parcelar o saldo em até 145 meses. Bertaiolli esteve o tempo todo ao lado do presidente, juntamente com

o senador Jorginho Mello (PL) e o deputado Gustinho Ribeiro (SD).

Obras à vista

A empresa Leoma Construtora e Incorporadora Ltda. venceu duas concorrências no valor global de R$ 1,51 milhão para execução de duas obras relacionadas ao setor de abastecimento da cidade. Uma delas será a implantação de cobertura na área da feira livre da Vila Nova Aparecida, em César de Souza, no valor de R$ 846,04 mil; e a outra, a reforma do Mercado Municipal do centro da cidade, orçada em R$ 669,03 mil.

Crematório

Com o advento do carro elétrico, que ameaça o longo reinado das velas de ignição, a NGK está desenvolvendo novas tecnologias em busca de mercados ainda não explorados. Uma fonte com acesso à empresa na cidade revelou à coluna que seus executivos discutem o ingresso da empresa no setor de fornos crematórios, que poderiam ser oferecidos a municípios, como Mogi das Cruzes, pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP).

Quem será?

Uma das interrogações do momento na política local é quem será o candidato a vice-prefeito na chapa a ser encabeçada pelo prefeiturável Marcus Melo (PSDB). Além de Juliano Abe (MDB), que ocupa o cargo no atual mandato, aparecem como virtuais postulantes à vaga o atual presidente da Câmara, vereador Sadao Sakai (PL), Mauro Araújo (MDB) e Antonio Lino (PSD). A escolha poderá depender do fechamento de acordo com Marco Bertaiolli que estaria seriamente propenso a indicar uma mulher para o cargo. Detalhe: está afastada, pelo menos por enquanto, a hipótese de Mara Bertaiolli (PSD) figurar como vice de Melo.

Frase

A imagem que o Brasil está passando para fora é a pior possível.

Deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), criticando a postura do governo em relação ao meio ambiente, no “Estadão”


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