MUDANÇA

Faculdade Paulo VI, em Mogi, atrai mais estudantes

INVESTIMENTO Em 2017, a Faculdade Paulo VI passou a funcionar em novo prédio, mas no mesmo terreno. (Foto: Elton Ishikawa)

No número 248 da avenida Francisco Rodrigues Filho, no Mogilar, há um prédio em que muito se discute os mistérios do viver, sob as perspectivas religiosa e filosófica. Análise e debate sobre as teorias de quem desde a Grécia antiga já flertava com a problemática do mundo e também sobre o que falou o Messias, filho de Deus. Entre religiosos e ateus, o objetivo da Faculdade Paulo VI, mantida pela Diocese de Mogi das Cruzes, é formar cidadãos que contribuam para uma sociedade mais lúcida.

A instituição oferece atualmente dois cursos: filosofia e teologia. “A teologia é o instrumento que leva as pessoas a pensar a fé. A fé não é só rezar, é pensar, é uma ciência, que pode colaborar com a sociedade. A filosofia, como a arte do pensar, do refletir, é também ferramenta de busca por soluções racionais para as dificuldades sociais”. A fala é do coordenador da Faculdade Paulo VI, padre Claudio Francisco de Oliveira, doutor na sagrada escritura pela Universidade de Madri.

Diariamente, ele convive com alunos com pensamentos diversos. Isso ocorre com maior frequência desde 2012, quando o bispo dom Pedro Luiz Strginghini assumiu a Diocese de Mogi das Cruzes e determinou que a faculdade fosse transferida do prédio da Fazenda Tabor, na Serra do Itapeti, para o bairro do Mogilar. A mudança causou uma popularização da instituição, que hoje já tem 30% dos seus alunos “leigos” e o restante de religiosos.

O clima é muito agradável e existe uma harmonia muito grande, mas é claro que sempre que vai começar uma turma de filosofia, começamos agora uma com 31 alunos, causa um impacto muito grande na cabeça deles. A filosofia vai forçar a pessoa a aprender a pensar. A ponderar outras coisas, e também coloca em questão a história da filosofia e daqueles que são cristão e também dos anticristãos, e faz o confronto. Mas o convívio entre os aluno e também entre eles e os professores é muito bom”, detalha.

Entre os alunos também há perfis mais diversos. O coordenador conta que há, claro, os religiosos que não são em sua maioria jovens, e há ainda estudantes de 60 anos de idade. Um deles de nome Ishiro, de 75 anos, que cursa teologia no período noturno. Há também uma doutora que há muito tempo gostaria de fazer teologia, mas só conseguiu depois de se aposentar. Então no período noturno, que oferece apenas teologia, a turma é mais madura do que a matutina.

Desde 2017, a instituição ganhou um novo prédio, que funciona no mesmo terreno do antigo, que no passado abrigou uma escola particular. Mas a estrutura não comportava mais os alunos e havia ainda a necessidade de uma reforma. O bispo, então, decidiu que era hora de construir um novo prédio, mais adequado à instituição. Em três anos ficou pronto.

“O bispo pensou em um prédio com salas amplas e claridade natural. Nós temos a secretaria logo na entrada, o rol de entrada muito planejado, tem a biblioteca com mais de 5 mil livros, depois temos as salas de estudo, dos computadores, são dois andares, temos algumas salas embaixo e outras no segundo pavimento, temos o elevador para os alunos especiais. Tem espaço para cantina, lanche e o pátio que é muito grande e acomoda os alunos nos intervalos”, explica.

Atualmente, a Faculdade Paulo VI tem 11 turmas. Recentemente, a coordenação pensou em inserir o curso de história à grade, mas uma pesquisa de mercado apontou que essa não é uma demanda atual da região. “A intenção é contribuir com sociedade, então há o pensamento de ampliar para o curso de pedagogia e outros profissionalizantes”, destaca o padre.

A Faculdade Paulo VI tem o reconhecimento do Ministério da Educação


Deixe seu comentário