CASO

Falso pastor é preso depois de estuprar e tentar matar jovem em Mogi

VIDA Adilson disse que já cumpriu 26 anos de cadeia. (Foto: divulgação)
VIDA Adilson disse que já cumpriu 26 anos de cadeia. (Foto: divulgação)

O estupro de uma estudante, de 14 anos, na tarde desta quarta-feira, em Taiaçupeba, levou para a Cadeia de Mogi, o criminoso Adilson de Oliveira, de 41 anos, o qual se intitula pastor evangélico e até ‘dono’ de uma igreja onde mora no bairro Aroeira. A ação imediata do subtenente Antonio Marcos Bono e do cabo Alexandre Cardoso Felix de Sá, da 2ª Companhia, do 17º BPM/M, resultou na prisão do autor da violência sexual.

Nas buscas, a equipe da Polícia Militar apreendeu a chave de fenda que Adilson usou para render a menina, a camiseta, a calça e seu par de botas, que servem como provas em seu desfavor. No box ao lado, o maníaco fala sobre o crime e diz estar arrependido.

Os policiais militares também apreenderam o Peugeot que Adilson usou para render a estudante. “Ela saiu da escola e foi para casa, depois pegou a bicicleta para ir no serviço, um bico que faz para poder pagar um curso. No caminho, menina foi dominada por ele (marginal)”, contou o subtenente Bono.

O primeiro ataque do criminoso foi em um matagal no bairro Arueira, sendo aterrorizada e estuprada. Logo em seguida, o bandido a levou no seu carro até um sítio, em Taiaçupeba. onde já trabalhou. Novamente, a garota foi violentada. Ela contou aos policiais que o estuprador pisou na cabeça dela, lhe desferiu chutes e depois amarrou as suas mãos com uma corda. Em meio ao pânico, a estudante pedia para não morrer.

A pedido da vítima, Adilson a soltou, mas ela gravou na mente que o criminoso tinha várias tatuagens, uma delas a inscrição “Solange”, num dos braços. A informação serviu para o subtenente Bono e o cabo De Sá localizar o criminoso após intensas diligências. A equipe contou com a ajuda de moradores do bairro que pela tatuagem disseram que conheciam o bandido procurado e indicaram a casa onde residia. Ao aproveitar um descuido de Adilson, ela fugiu, saindo correndo na direção de um matagal e depois de gritar por socorro conseguiu ajuda.

O marginal na tentativa de escapar quis atropelar o subtenente Bono, porém foi contido pelos policiais. Ele lutou com os policias, mas acabou dominado, e após cair ficou ferido e socore derido para ser medicado.

O delegado Charlie Wang, da Central de Flagrantes, do 1º Distrito Policial, na noite desta quarta-feira,

autuou o acusado por estupro de vulnerável, tentativa de homicídio qualificado e cumpriu mandado de prisão emitido pela Justiça em desfavor de Adilson. Ele ainda era foragido. O carro dele, as roupas, botas e chave de fenda ficaram apreendidos e foram encaminhados para exames na Polícia Científica.

Na elaboração do auto de prisão em flagrante, o delegado Charlie mobilizou os escrivães Celso Ianai e Cláudio André Pires, além dos investigadores Vilela e Augusto. O procedimento de Polícia Judiciária se tornou em prisão preventiva quando o criminoso participou ontem de audiência de custódia no Fórum de Mogi. Diante da medida, ele foi removido para o CDP (Centro de Detenção Provisória), no bairro do Taboão. A estudante que recebeu cuidados médicos, na tarde desta quinta-feira, já se recuperava do trauma em sua casa.

Ele falou que já está arrependido

“Estou arrependido, eu estuprei a menina duas vezes e ela pediu para não morrer, mas foi uma bobagem que fiz”, disse a O Diário, na noite desta quarta-feira, Adilson de Oliveira, de 41 anos, ex-presidiário, ao falar sobre o estupro no fim da tarde desta quartafeira, de uma estudante, de 14 anos. “Cumpri 26 anos de cadeia por furtos e roubos, mas saí em 2014. Aqui em Mogi, montei uma igreja evangélica em Taiaçupeba”.

O criminoso afirmou que possui duas filhas, de 19 e 15 anos e um rapaz, de 18 anos, que moram em Ribeirão Preto. Do seu segundo relacionamento não tem filhos. “Eu não quero que jamais aconteça algo com eles”, afirma.

Na Central de Flagrantes, Adilson estava calmo, apenas apreensivo por voltar ao cárcere. Na hora de sua prisão na casa dele, no bairro Aroeira, na estrada MogiTaiaçupeba, resistiu e com seu carro tentou atropelar o subtenente Bono. O marginal confessou o crimedepois de ser contido por Bono e o cabo De Sá, da 2ª Companhia, do 17º BPM/M.

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